Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O valor da Superta

09 de Fevereiro, 2016
O FC Bravos do Maquis veio a Luanda disputar a Supertaça depois de semanas antes ter aventado a possibilidade de não fazê-lo em função da sua condição financeira não nada simpática. O resultado diante do Recreativo do Libolo foi desastroso. Uma goleada à moda antiga. A equipa acabou por perder por 6-0.Mas, na nossa óptica, e como em desporto estamos sempre fadados a perder ou ganhar, a equipa do Maquis na mesma sai a vencer. Pior seria mesmo renunciar a disputa do primeiro troféu da época. É certo que a situações que obrigam à renuncia, mas não seria de bom tom uma equipa que nos últimos cinco anos soube situar-se entre as melhores do nosso futebol chegar a este extremo.

A equipa declinou a participação na competição africana que é mais exigente e fez algum esforço para disputar a Supertaça, talvez até por uma questão simples de lavar a sua honra e dignidade. Foi bom assim, ao menos ninguém tem motivos para vir a terreiro e apontar o clube como tendo atingido a banca-rota.A pesada derrota averbada domingo no estádio dos Coqueiros não deve perturbar as mentes, nem dos atletas nem da sua direcção. Pois a equipa mais não fez senão aquilo que esteve ao seu alcance. Afinal sabemos que em função da sua condição, muitos dos seus melhores jogadores já abalaram para outras agremiações, e a equipa que apresentou é aquela que foi possível mobilizar nas actuais circunstâncias.

Mais do que isso, será importante olhar para o desnível existente ou que sempre existiu entre as duas equipas que estiveram em campo. O Libolo é nos últimos anos das equipas mais fortes da praça, bastando para tanto olhar para o número de troféus que colecciona em tão pouco espaço de tempo em que ganhou visibilidade.Portanto, enquanto de um lado estava uma equipa esvaziada das suas principais unidades, do outro estava uma que se reforçou para a nova época e acabada de chegar de um estágio fora do país. Logo, nunca podia ter havido correlação de forças, embora o Bravos do Maquis se tenha esforçado no sentido de tentar equilibrar as coisas. Pensamos que a equipa do Moxico saiu-se bem da Supertaça.

Agora vamos esperar que possa reflectir sobre os seus próximos desafios, que passam necessariamente pela disputa do campeonato nacional da segunda divisão, prova que lhe poderá proporcionar o regresso à fina-flor. Sabemos que esta prova é menos exigente em relação ao Girabola em função dos seus moldes de disputa.Talvez neste intervalo o clube possa se reorganizar, melhorar a sua condição financeira para quando reaparecer no Girabola não mais enfrentar as dificuldades que viveu na ponta final do último campeonato. A disputa da Supertaça foi um gesto extremamente positivo. Esqueça-se o resultado.

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