Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Objectivo cumprido

21 de Setembro, 2015
A Selecção Nacional sénior feminina de andebol fechou a sua presença nos XI Jogos Africanos que terminaram sábado, no Congo - Brazzaville, com chave de ouro, ao ocupar o primeiro lugar do torneio da modalidade, confirmou o favoritismo que lhe era atribuído, antes do início da prova.

As pupilas de João Florêncio derrotaram na final as aguerridas adversárias camaronesas, que deram luta do princípio ao fim, forçaram inclusive um prolongamento para a decisão do título. Com o triunfo, a Selecção Nacional ajudou a elevar para quatro, o número de medalhas de ouro, junta-se às conquistadas pelo voleibol de praia, o judo e o basquetebol masculino.

Dos jogos realizados, o combinado nacional venceu todos, terminou incólume a competição, ou seja, sem averbar qualquer derrota. De resto, não sofre qualquer contestação a vitória das angolanas nestes Jogos Africanos, de que eram as detentoras do troféu. Com mais esta conquista, Angola reforça o estatuto de melhor selecção do continente, onde a nível dos campeonatos africanos está há mais de duas décadas no pódio, a somar título atrás de título, graças ao árduo trabalho que tem sido desenvolvido pelos clubes e pela direcção da Federação Angolana de Andebol.

Com mais um objectivo cumprido, o momento será agora para recuperar energias e preparar os próximos compromissos que se avizinham, nomeadamente o Campeonato do Mundo, a disputar-se de 5 a 20 de Dezembro na Dinamarca, e o Campeonato Africano que o país acolhe em Janeiro próximo.

Entre os dois eventos, o mais importante recai naturalmente para a prova africana. Trata-se do regresso, sete anos depois, da maior reunião do andebol continental ao país, depois de termos acolhido o campeonato de 2008, em que as campeãs africanas fizeram jus a condição de anfitriães.
Depois da conquista em Brazzaville, as jogadoras vão beneficiar do merecido repouso, mas depois João Florêncio vai ter a missão de recuperá-las física e desportivamente, tanto para o mundial como para o africano.
Aliás, estamos em crer que a presença no Campeonato do Mundo vai ser aproveitada essencialmente, para dar rodagem competitiva à equipa para o grande compromisso de Janeiro, em casa. Com algumas atletas indisponíveis para os Jogos Africanos, o seleccionador nacional vai contar com mais opções quando convocar o grupo de trabalho, para os dois próximos compromissos. Espera-se que não surjam contratempos e que todas as atletas estejam em condições físicas e competitiva para integrar os trabalhos da equipa nacional.

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