Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Obrigada a vencer

27 de Março, 2016
Tendo feito um jogo em que deixou muito boas impressões, os angolanos têm condições de, em casa, na próxima terça-feira, regressarem à liderança do grupo B, que tem desde ontem um novo líder, no caso a República Democrática do Congo (RDC).

Os Palancas Negras mostraram que com um pouco mais de determinação e corrigindo os erros cometidos ontem em Kinshansa, podem assumir-se como os potenciais candidatos à qualificação no seu grupo, já que depois da RDC, os outros adversários, República Centro Africana (RAC) e Madagáscar, parecem estar mais ao seu alcance.

Angola vai jogar na próxima terça-feira, no Estádio 11 de Novembro, seu "habitat" costumeiro. Diante do seu público, de quem se pede presença massiva para ajudar a empurrar a Selecção Nacional, espera-se que não desperdice esta oportunidade de reassumir a liderança do grupo.

Apesar desta teórica vantagem com que vai entrar, à partida para um dos jogos decisivos, nada leva, porém, a Selecção Nacional a pensar que tudo vão ser favas contadas e que os três pontos já estão garantidos. Ledo engano de quem estiver a ter esta atitude de menosprezo ao adversário, até porque este já mostrou que não é nenhuma "pêra doce".

José Kilamba reafirmou a grande ambição que Angola carrega nesta empreitada. Ou seja, garantir a qualificação à prova do Gabão. É com este espírito e com a melhor disposição anímica que os Palancas Negras devem subir na tarde da próxima terça-feira ao tapete verde do Estádio 11 de Novembro.

Ali, espera-se que venham a rubricar não só uma boa exibição, melhor ainda do que a de Kinsahasa, mas também um resultado que lhes garanta os três pontos de modo a voltarem à condição de líderes.

Depois dfo que se viu ontem, as vozes de crença na qualificação de Angola multiplicam-se entre os agentes desportivos. Esta corrente ajuda a mantermos alta a nossa expectativa e sonhar com aquela que pode ser a nossa oitava presença na maior reunião futebolística do continente africano.

Sem se pretender embandeirar em arco, ou seja, criar falsas expectativas, devemos ser nós, enquanto angolanos, os primeiros a demonstrar que estamos com a nossa Selecção e acreditar que ela é capaz de trazer muitas alegrias. Vamos acreditar nos nossos Palancas Negras.

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