Jornal dos Desportos

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Opinio

Obrigado Kobe

16 de Abril, 2016
A semana que hoje termina foi desportivamente marcada pela despedida de um dos expoentes máximos do basquetebol mundial. Aos 37 anos, Kobe Bryant tratou de colocar ponto final a uma carreira marcada de sucesso nos palcos da Liga Norte Americana de Basquetebol, onde soube espalhar com talento a suavidade do seu perfume.

A despedida aconteceu numa noite de sonhos, de choros e lágrimas. Afinal a NBA perdia mais um dos seus astros depois de já o terem feito Michael Jordan, Shaqu'il Oneal, Magic Johnson e tantos outros que no activo souberam se revelar em verdadeiros artistas das tabelas, conferindo à prova uma notável qualidade competitiva, quase sem comparação no mundo do desporto.

Bryant deixa o seu nome escrito em letras de ouro na história do basquetebol mundial, por ter sabido, ao longo dos seus 20 anos de carreira, encantar plateias com a sua classe e talento incomparáveis. Aliás, mesmo no jogo de despedida mostrou aos presentes que ainda tem muito a dar ao basquetebol. Só assim se explica que numa noite de inspiração tenha anotado 60 pontos que valeram vitória ao Los Angeles Lakers sobre os Utah Jazz.

Não fez diferente daquilo a que está acostumado. Brilhou o suficiente. O show do craque envolveu lançamentos de triplos e para coroar a noite histórica o tampão aplicado ao poste adversário, ainda no primeiro quarto, levantou gritos e aplausos. Parecia que se estava perante uma jovem estrela em ascensão, mas a verdade era a despedida daquele que também chamaram-lhe Black Mamba.

Na verdade, é assim que devem ser as coisas. Os craques devem saber retirar-se em momento certo, e Kobe parece ter assimilado suficientemente esta lição. Tem outra expressão e magnitude quando um jogador de referência, seja em que disciplina for, coloca ponto final a carreira quando ainda com ele se pode contar e nunca quando se está à beira da falência energética.

Kobe Bryant , a quem os colegas encheram de elogios nas redes sociais em face daquilo que foi o seu desempenho enquanto jogador, deixa o basquetebol de cabeça erguida, porque conseguiu arrancar uma carreira coroada de êxito, tendo no olhar de alguns analistas superado, de longe, o pai, Joe Bryant, antigo jogador do Philadelphia.

Os seus feitos contemplam vários títulos conquistados, cuja enumeração não cabe aqui neste espaço exíguo de jornal, mas que os entendidos ou os historiadores se vão encarregar de narrar em obras especiais. Basta aferir que integrou onze vezes a primeira equipa da All NBA para perceber a grandeza deste jogador que soube criar uma vasta legião de fãs pelo mundo inteiro.

A Liga Norte Americana de Basquetebol vai continuar. Outros génios vão certamente despontar e conquistar espaço. Mas o mundo jamais deixará de render homenagem àqueles que tornaram esta competição numa marca de referência mundial. E Kobe Bryant faz parte desta plêiade. Obrigado por tudo, Kobe...

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