Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Odisseia das Prolas

30 de Novembro, 2019
A Selecção Nacional de andebol sénior feminina já respira os ares de Kumamoto, depois da odisseia por que passaram os integrantes da comitiva desde a partida de Luanda, capital do país, até o poiso nessa cidade japonesa, que alberga, a partir de hoje, o grupo preliminar “A” do Mundial da categoria, em que Angola está inserido. As angolanas que se estreiam hoje frente à Sérvia, buscam a honra na prova.
E digeridos os obstáculos por que passou a comitiva, nesta ligação de Luanda à Kumamoto, um ponto deste país asiático cuja diferença em termos de fusos horário é muito acentuada comparativamente à Angola, as jogadoras da Selecção Nacional têm que se focar agora na equipa da Sérvia. É verdade que não será uma tarefa fácil.
Depois de deixarem o país quarta-feira última, as comandadas de Morten Soubak fizeram uma escala de cerca de sete horas em Frankfurt, Alemanha, e após deixarem este ponto da Europa apenas ontem escalaram a cidade de Kumamoto, sede do grupo A. Nesta grande cimeira do andebol mundial as Pérolas vão defrontar além da Sérvia, adversário de estreia, a Holanda, Eslovénia, Noruega e Cuba, respectivamente.
O combinado nacional sénior feminino marca, em terras do “sol nascente”, a sua 15ª presença na grande montra do andebol mundial, mas a bem da verdade este factor por si só não tem nada de relevante, pois há selecções com muito mais campeonatos nas pernas. É, por exemplo, o caso da Roménia, a única que entra na prova com rótulo de totalista.
Numa outra perspectiva, ainda, e como já se aferiu em outros espaços deste jornal, se a análise em relação as presenças de Angola no Mundial de Andebol se cingirem no facto de desfilar em “ene” edições de forma consecutiva, então aí as coisas mudam de tom para as nossas Pérolas, que vão tentar demonstrar preciosidade neste certame. Aliás, o facto de que depois da estreia em Mundiais no ano de 1990, assinalar presenças em todas as edições subsequentes, isto marca pela positiva o “ranking” de Angola.
E mais ainda: é importante elucidar aqui o facto de que além da Roménia, que esteve presente nas 24 edições do Mundial, assim como a Noruega e China, com 17 e 16 participações cada, são as únicas que superam Angola nesse quesito.
Por outro lado, nunca é demais também recordar, aqui, que nos novos moldes de disputa da prova, apenas os três primeiros de cada um dos quatro grupos apuram-se para segunda fase do Mundial, designada “main group”. Nesse seguimento, a disputa do “main group” constituem-se seis selecções, das quais sairão as semi-finalistas.
Já as restantes equipas que não se apurarem para o “main group” jogam em dois grupos, que agruparão seis cada para discussão das eliminatórias do 13º ao 24º lugar.
Estão, assim, lançados os dados de mais uma grande montra do andebol mundial, onde as Pérolas, sob batuta de Morten Soubak, vão procurar obter uma classificação honrosa e bem haja para estas bravas raparigas!!!...

Últimas Opinies

  • 20 de Janeiro, 2020

    Deixem a Marximina regressar

    Olhei para o tempo que já passou desde a suspensão da árbitra Marximina Bernardo, acabou penalizada pela Federação Angolana de Futebol (FAF), sobretudo porque, em minha opinião, este órgão hesita em não condescender exagerada decisão que então tomou, quando para “homens do apito” as punições quase que sabem a flores.

    Ler mais »

  • 20 de Janeiro, 2020

    Cartas dos Leitores

    O orçamento não varia muito dos anos anteriores. Podemos dizer que é ligeiramente superior a dois milhões de dólares por ano. Este é o valor que temos consagrado para o Sagrada Esperança.

    Ler mais »

  • 20 de Janeiro, 2020

    Regatas para Tquio

    Marcado por aceso despique, o Campeonato Africano de Vela nas classes 420 e 470, realizado de 13 a 18 do corrente mês na Contra-Costa da Ilha do Cabo, em Luanda, confirmou mais uma qualificação de Angola à maior montra desportiva do globo.

    Ler mais »

  • 18 de Janeiro, 2020

    Welwitschias voltam a dar o ar da sua graa

    Depois da “travessia do deserto” por que passou nos últimos tempos, obrigando a ficar inactiva, a Selecção Nacional de Futebol feminina pode testemunhar um novo ciclo no ano que dá ainda os seus primeiros passos.

    Ler mais »

  • 18 de Janeiro, 2020

    Futebol feminino busca resgate da mstica

    Já houve tempos que o futebol feminino era de facto uma festa cá entre nós, pois inflamava paixões e, de facto arrastava multidões.

    Ler mais »

Ver todas »