Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Oficinas abertas

05 de Janeiro, 2015
Grande parte dos clubes que vão desfilar na edição deste ano do Girabola, o maior campeonato do país, abrem hoje as suas oficinas, numa altura em que o mercado de contratações continua sempre agitado.

O ritual é cíclico, pois os clubes pretendem reforços para uma participação prestável na maior competição futebolística do país, e onde os dinheiros, como em tudo na vida, decidem os negócios, e as agremiações com maior poderio financeiro estão sempre em vantagem.

O Recreativo do Libolo, campeão em título, apresenta hoje o treinador que sucede a Miller Gomes, após a rescisão amigável anunciada no fim-de-semana, e esta apresentação pode ser a grande novidade no dia de hoje, porque em termos de plantel o campeão já deve ter tudo arrumado.

Miller Gomes sai para uma formação no exterior do país, mas a fazer fé nas palavras do presidente do clube libolense, Rui Campos, não há motivos para grandes alvoroços porque houve esmero na preparação da nova época que, inclusive, terá contado já com o concurso do treinador a ser apresentado hoje.

Interessante foi a posição do 1ºde Agosto. Os militares foram buscar reforços ao eterno rival Petro de Luanda para conquistar o título que lhe foge há oito anos, facto que deixou mais fragilizada a formação do Catetão que, na luta a dois, pode deixar de ser um competidor directo na luta pelo troféu da prova.

Sem pensar em estágios de arromba, o 1º de Agosto prefere fazer um estágio na África do Sul, tal como acontece também com o Petro de Luanda e o Interclube, enquanto Progresso e ASA escolheram o solo brasileiro para o seu aprimoramento, ao contrário do Kabuscorp do Palanca que volta a eleger Portugal como local de estágio.

Ao abrirem as oficinas, os clubes sabem que começam com a fase derradeira da sua preparação para uma competição com as exigências do nosso campeonato, e que segundo os entendidos na matéria do treino desportivo, deve ter, no mínimo, quatro semanas de preparação intensa.
O rendimento das equipas em campo depende muito do que conseguirem neste período preparatório. As boas épocas devem ser planificadas e a perspicácia dos dirigentes deve vir ao de cimo.

Sem a época estar aberta oficialmente, as movimentações da pré-temporada deixaram no ar indícios de que muita coisa ainda pode acontecer, com jogadas até de última hora em termos de contratações, se tivermos em conta que o segredo é a alma negócio, e a concorrência entre os clubes mais poderosos em termos de dinheiro sobe em cada ano que passa.

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