Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Olhar o futebol

27 de Novembro, 2015
Depois de falhada a tentativa de qualificação ao Mundial da Rússia resta aos Palancas Negras disputar a qualificação para o CAN' 2017, uma vez estarem já apurados para o CHAN do próximo ano. Entretanto, depois do fracasso ao mundial, e em função da realidade do nosso futebol, que inclusive obrigou as autoridades desportivas do país a realizar um conferenciai nacional sobre o futebol em Junho do presente ano, acreditarmos ter chegado a hora de se definir prioridades para o nosso futebol.

Assim, visto que já está identificado o principal problema do nosso que reside na falta de técnica e fisicamente a maior parte dos nossos jogadores não serem bem constituídos o que impede que em jogos contra adversários melhor dotados nos dois referidos aspectos não consigamos fazer bons resultados, urge rever bem a estrutura.

A titulo de exemplo, foram as três derrotas consecutivas que a selecção teve diante da África do Sul, duas das quais em casa. Os sul africanos dominaram por completo a partida e o resultado só não foi mais expressivo porque a dada altura os jogadores abrandaram a marcha e limitaram-se a gerir o resultado e venceram por 1-3.

Já em Durban, os Bafana Bafana, sentindo que tinham a eliminatória a seu favor jogaram a meio gás, sem querer menosprezar a nossa selecção que foi muito mais aguerrida do que em Benguela. Depois destes três jogos, deu para concluir que devíamos apostar seriamente no CHAN. Os jogos para as eliminatórias ao CAN podem muito bem ser aproveitados para dar mais traquejo à equipa, que pode ter como base a que jogou em Durban com inclusão de mais algumas unidades.

Portanto, isto implica dizer que os responsáveis do futebol nacional devem fazer o seu programa com metas bem definidas. Temos de andar em função do nosso passo. Uma coisa é querer estar num Mundial ou CAN e outra, bem diferente, é poder estar lá e representar com brio a nação. Temos de ter a cultura de que quando formos a um evento mundial ou africano, não seja realmente para fazer competir.

Por isso, não precisamos ter pressa porque enquanto a terra existir sempre haverão competições Mundiais e Africanas. Já temos meio caminho andado com jogadores como Gelson, Dário, Ary Papel, Bastos e Dolimenga. Agora a que trabalhar para formatar mais jogadores com grandes valias técnica e fisicamente bem dotados. Clubes como o 1º de Agosto, Petro de Luanda e a Academia de Futebol de Angola têm a grande responsabilidade de produzir tais jogadores.

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