Jornal dos Desportos

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Opinio

Olhar para o futuro

26 de Janeiro, 2016
À duas semanas do término do CHAN, que decorre no Rwanda, a Selecção Nacional de Angola faz o balanço da sua segunda participação. Os Palancas Negras, terminaram ontem a presença na prova com vitória, porém, o saldo é francamente negativo.Depois do conjunto nacional ter sido vice -campeão na sua estreia, em 2011, com Lito Vidigal à frente do comando técnico, não conseguiu mais do que uma participação sem brilho, em que não foi capaz de impor-se aos primeiros adversários, tornando em pesadelo o sonho de chegar à final da competição.

Sem força competitiva, a denotarem falta de estratégia de jogo e muito apáticos, os Palancas Negras foram autêntica decepção, para os angolanos amantes do futebol, que não obstante os altos e baixos dos últimos tempos, esperavam ainda assim, por uma prestação mais conseguida.Duas derrotas ( Camarões e RDC) e uma vitória ( Etiópia), foi o retrato da prestação dos pupilos de José Kilamba, que assumiu a responsabilidade de conduzir a equipa na prova continental reservada a jogadores internos, depois do desenlace entre a Federação Angolana de Futebol e o seleccionador nacional Romeu Filemon, por razões sobejamente conhecidas.

Terminada a participação, há que pensar no futuro, sem esquecer, obviamente, o que aconteceu no Rwanda, de modo a tirar as devidas ilações e evitar mais desilusões nos compromissos que se avizinham, com realce para as eliminatórias de acesso ao CAN do próximo ano no Gabão.Foi bom ouvir o presidente da FAF, Pedro Neto, reconhecer publicamente que a prestação de Angola foi má. Sem evasivas, o número um do órgão reitor do futebol corroborou com a opinião generalizada dos amantes do rei - futebol, de que os Palancas Negras foram uma sombra de si, longe de vincar o estatuto de vice -campeões de África, obtido aquando da estreia.

Fechado em copas, Pedro Neto evitou abordar a questão da equipa técnica. Ou seja, se Romeu Filemon regressa ao comando da equipa nacional, se a dupla José Kilamba/André Macanga vai continuar, ou se um novo seleccionador nacional será indicado. Escudado, no argumento de que o momento não era oportuno, o presidente da FAF deixou escapar, porém, que tem uma "batata quente" nas mãos, ante um caso que não se compadece com eventuais jogos de cintura e que exige frontalidade e coerência.

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