Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Olhos para a frente

04 de Janeiro, 2015
Todos nós tivemos, cada um à sua maneira, o privilégio de nos rendermos ao exaustivo balanço do que foi feito ao longo do último ano e do que ficou por fazer. No capítulo desportivo, o ano passado, com alguma excepção do futebol a nível da selecção, foi generoso para o desporto angolano e a imagem do país terá saído beneficiada das prestações conseguidas e das organizações realizadas.

Embora se tenha consciência de que ainda há muito por fazer e subsista a necessidade de se aumentar, em todas as modalidades, a prática desportiva, logramos chegar ao fim do ano a saborear alguns momentos inolvidáveis, em que a nossa bandeira subiu ao mastro mais alto e o nome de Angola ficou associado a uma ideia de modernidade e progresso.

A realização, em Novembro último, dos Africanos de Xadrez em juniores, na cidade de Saurimo, constituiu um marco importante da trajectória desportiva do país. A exemplar organização do evento deu a ver a África o que Angola é capaz de fazer num clima de estabilidade política e social. Fora de Luanda e numa província sem grande tradição no desporto, tudo acabou por corresponder à expectativa.

No âmbito colectivo, três modalidades merecem ocupar o pódio. O basquetebol, que por intermédio do Interclube em femininos arrebatou, mais uma vez, o título africano de clubes, e em masculinos, através do Recreativo do Libolo, que em Tunes superou tudo e todos, incluindo a fúria de três equipas locais.

No andebol, os resultados conseguidos não foram muito saborosos, a ponto de o próprio presidente da Federação ter considerado péssimo. Porém, esforços estão a ser desenvolvidos no sentido de inverter o quadro no presente ano, em que o grande desafio começa pela disputa do torneio pré-olímpico, que o nosso país acolhe em Março próximo.

Por sua vez, e entrando na competição interna, o Recreativo do Libolo, com verdadeiro estofo de campeão, cometeu a proeza de vencer o Girabola (já o tinha feito em 2010 e 2012). Miller Gomes, que conquistou o seu primeiro título, garantiu assim um lugar na história do futebol nacional. O sucesso da turma de Calulo marcou o ano de 2014 e pode assumir-se como um precedente no âmbito da correlação de forças entre clubes.

Mas o sucesso do Libolo não se resumiu ao campeonato nacional de futebol da primeira divisão. Ele também teve domínio absoluto no campeonato nacional de basquetebol, onde superou a concorrência de outros emblemas, sobretudo do 1º de Agosto, com quem foi à luta até às últimas consequências.

O ano que terminou foi o que foi. O que interessa, agora, é olhar em frente e definir, com clareza, as metas para o presente ano.

Desde já, a nível da Selecção Nacional de futebol, que foi a grande baixa, com a não qualificação ao CAN'2015, algum trabalho de profundidade deve ser feito de modo que consigamos inverter o quadro actual e aspirarmos a posições mais altas nos próximos tempos. Ainda bem que se vai falando num congresso da modalidade, talvez saiam daí propostas concretas e realísticas para a revitalização da modalidade. Bem haja 2015...

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