Jornal dos Desportos

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Opinio

Onde ser o Afrobasket ?

27 de Abril, 2017
A desistência do Congo Brazzaville da organização do Afrobasket-A2017, continua a provocar grandes embaraços à FIBA-África. A quatro meses da data, para a disputa do evento, continua a incógnita de qual o país a sediar a competição. Angola surgiu como uma possibilidade, mais ao que parece o Governo não está interessado em voltar a fazer do país palco da cimeira do basquetebol continental.

Se por um lado, o regresso do Afrobasket ao país podia ser considerado meio caminho andado para a Selecção Nacional (a jogar em casa) procurar resgatar o título perdido há dois anos para a Nigéria, na Tunísia, por outro, não é menos verdade que a situação económica e financeira e o momento político que se avizinha com as eleições, aconselham uma decisão ponderada do executivo angolano.

O facto de se avançar com uma data indicativa (dia 23) para as eleições gerais, que acontecem em Agosto, é razão de fundo para o país não se colocar nesta altura em \"aventuras\", pois, são enormes as tarefas que tem pela frente para o êxito do pleito eleitoral, sem esquecer que vai significar uma despesa financeira considerável.

Embora sejam dois compromissos importantes, estamos longe de estar perante conflitos de interesses da mesma proporção.
É manifesto que as eleições gerais têm dimensão e importância superiores à realização e eventual conquista de um campeonato africano, do qual Angola lidera o palmarés.

Por conseguinte, dados os constrangimentos financeiros que implicariam a realização do Afrobasket-2017, no país, e o embaraço que poderia causar numa altura em que todos devem estar engajados em eleger, em consciência, o Presidente da República e os deputados à Assembleia Nacional, para o quinquénio 2017-2022, é pois de todo desaconselhável aceitar o convite formulado pela FIBA -África, ainda que tal revele o reconhecimento daquele organismo para com a nossa capacidade organizativa.

Em termos competitivos, restam poucas dúvidas de que seja uma boa oportunidade para Angola recuperar o título que deixou fugir em 2015, para a Nigéria. A jogar em casa, e com o apoio do público, as hipóteses eram muitas. Ademais, das três vezes que acolhemos a festa do basquetebol africano, em nenhuma ocasião nos falhou a conquista do campeonato, com a Selecção Nacional a cumprir à risca, a máxima segunda a qual, \"em casa mandamos nós\". Não obstante, os adversários que enfrentamos não servirem de barómetro para o que vai ser o Afrobasket, Angola deu sinal de que este ano a prioridade é a conquista do título, onde quer que a prova seja disputada.

É claro, que não devemos embandeirar em arco, pelo facto de termos feito uma qualificação imaculada, pois, tal como já o dissemos, os opositores no Zonal de Lusaka não servem para aferir, nesta altura, o potencial competitivos dos hendecacampeões africanos. Urge, portanto, que a FIBA -África defina nos próximos dias a sede do Afrobasket-2017, pois quanto a datas, Agosto continua a ser, ao que tudo indica, o mês para a disputa da competição.

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