Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Operao Burkina

01 de Junho, 2017
Os Palancas Negras prosseguem, na região portuguesa de Aveiro, a preparação do jogo do próximo dia 10 de Junho diante da sua congénere do Burkina Faso. O mesmo conta para a primeira jornada do Grupo I, qualificativo ao CAN\'2019, com sede nos Camarões. Beto Bianchi chamou para esta empreitada 18 atletas.

Com algumas ligeiras mexidas, trata-se de um grupo que não foge muito àquele que defrontou em Março último os amistosos com Moçambique e com a África do Sul. Djalma Campos, uma das grandes novidades desta convocatória, apenas hoje deve se juntar ao grupo de trabalho.

A equipa já trabalha desde o passado fim-de-semana. O objectivo não será senão de tirar maior proveito do tempo(curto) que nos separa do jogo, para um trabalho de preparação eficaz e responsável, em que o seleccionador nacional possa cuidar da componente física e técnica dos atletas de modo a que se apresentem em forma ideal, e a altura das obrigações do jogo, sendo que os Etalonz, que jogam em casa, são das selecções africanas que registaram nos últimos tempos uma exponencial ascensão.

Mas pensamos que o grupo já se conhece perfeitamente, não havendo dai motivos fortes para preocupação, embora seja sempre importante rever os esquemas ou introduzir inovações no modelo de jogo. Estamos certos que a selecção esbanja alguma ambição, e vai, em face disso, buscar argumentos suficientes para fazer um resultado que não comprometa as suas aspirações logo à partida.

Aliás, se é verdade que é com os erros que se aprende, então é legítimo dizer que depois daquilo que determinou a ausência no Gabãol, a selecção já não deve se revelar perdulária ou permissiva. Todos os jogos, independentemente do valor do adversário, terão de ser encarados com maior sentido de responsabilidade. Camarões\'2019 é uma meta que não pode escapar, e para tanto, urge conjugar esforços para que a prestação e os resultados neste torneio correspondam às ambições sustentadas.

Aqui fazemos apelo à Federação Angolana de Futebol e ao seleccionador nacional para encarem esta missão com seriedade.O país precisa apostar um pouco mais, acreditar nas suas reais capacidades, que até não faltam. Mas o factor organização e programação tem de funcionar, para que não se chegue ao fim da primeira volta do torneio com os números classificativos já baralhados.

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