Jornal dos Desportos

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Opinio

"Operao" Madagscar

02 de Setembro, 2015
Os Palancas Negras estão desde a tarde de segunda-feira na África do Sul, onde cumprem um curto estágio pré-competitivo, tendo em vista o jogo do próximo domingo contra o Madagáscar, em Antananarivo, referente a segunda jornada do Grupo B da fase de qualificação a fase final do CAN/2017, a disputar-se no Gabão. Face a mais este compromisso do combinado nacional, o Girabola vai sofrer um novo interregno, desta de 12 dias.

Para esta empreitada, Romeu Filemon não poderá contar com o concurso do guarda-redes Tony Cabaça, por problemas administrativos, e do avançado Yano, por se encontrar lesionado. Para o lugar de Tony Cabaça o técnico chamou o guarda-redes Gerson, do Petro de Luanda. Em Joanesburgo, os Palancas Negras têm previsto várias sessões bi-diárias e dois jogos amistosos com equipas locais da liga principal. Entretanto, apenas os “girabolistas” seguiram viajem na segunda-feira. Os convocados que militam no exterior ficaram de se juntar ao grupo apenas ontem, terça-feira.

Depois do triunfo na jornada inaugural das eliminatórias, diante da República Centro Africana, no estádio da Tundavala, na cidade do Lubango, por convincentes 4-0, os Palancas Negras têm apenas de pensar nos três pontos, de modos a manterem a trilha de vitórias, de modos a manterem-se na liderança do Grupo B.

Sabendo de antemão que apenas o primeiro de cada um dos grupos tem entrada directa na fase final, no fundo o seu grande objectivo, o combinado nacional não pode correr riscos. Tem de vencer em Antananarivo e esperar por uma escorregadela da RDC, com quem partilha a liderança do grupo, que nesta jornada defronta o República Centro Africana.

O pequeno estágio na África do Sul vai permitir ao técnico Romeu Filemon ensaiar a melhor estratégia a utilizar diante do Madagáscar, um adversário acessível, sem historial no contexto do futebol continental, mas que não pode ser desprezado, sob pena de sermos surpreendidos. Para que isso não aconteça, torna-se indispensável ao combinado nacional estar bem preparado física e psicologicamente, devendo adoptar-se sempre uma atitude onde se conjuguem, de uma forma clara, a confiança e o respeito. Tudo vai depender, digamos assim, do modo como vamos encarar os noventa minutos.

Acreditamos no trabalho de Romeu Filemon e nos nossos jogadores, daí dizermos que estamos devidamente preparados para mais este grande desafio, defendendo a ideia de que temos o dever e a responsabilidade de contribuir para o reforço da nossa qualidade futebolística, mantendo-nos num lugar de destaque no nosso grupo, onde se inclui ainda a RDC e a RCA, que jogam entre si neste fim-de-semana.

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