Jornal dos Desportos

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Opinio

Operao CHAN

16 de Dezembro, 2017
A Selecção Nacional de futebol começa a partir de hoje em Luanda, a preparar-se para a presença no Campeonato Africana das Nações, que se destina a jogadores internos (CHAN), com agenda marcada para o próximo ano no Reino de Marrocos, de 13 de Janeiro a 4 de Fevereiro.
Convocados há dias pelo seleccionador nacional, Srdjan Vasiljevic, os jogadores depois da concentração de ontem, começam esta manhã a esboçar a estratégia do que vai corporizar a essência dos Palancas Negras na compita africana.
Na 5ª edição da prova reservada a jogadores que actuem nos campeonatos internos, Angola vai marcar a terceira presença depois da estreia auspiciosa em 2011, no Sudão, com chegada à final, em que perdeu para a Tunísia, por 3-0. Voltou depois à competição cinco anos mais tarde, na edição de 2016, no Ruanda, onde acabou na primeira fase.
Depois de grande suspense sobre quem ia ser o substituto de Beto Bianchi, a Federação Angolana de Futebol acabou por indicar o técnico sérvio Srdjan Vasiljevic, que sem tempo a perder e sem muitos conhecimentos acerca dos seus pupilos, arriscou não contrariar as opções do seu antecessor, manteve o grosso dos atletas que trabalharam com o hispano -brasileiro, assim como um total de cinco \"sobreviventes\" do grupo que esteve no Ruanda.
Os Palancas Negras em pouco menos de um mês procuram a forma física e competitiva para estarem à altura das exigências da competição, em que vão ter pela frente adversários de peso, como Camarões, Burkina Faso e Congo Brazzaville, com os quais formam o agrupamento D, com sede na cidade de Agadir.
Enquanto não chegar o dia da estreia, o seleccionador nacional e seus pupilos trabalham todas as componentes de treino, para verificarem depois os resultados em alguns poucos jogos de controlo que sejam programados, de modos a permitir a Srdjan Vasiljevic tirar as ilações e corrigir o que for para melhorar.
É bem sabido, que o técnico sérvio está num processo novo, precisa de tempo para vincar a sua filosofia de jogo com os Palancas Negras, mas é bom que se definam já os objectivos, para que oriente melhor o trabalho.
Era bom que nesta altura, não se fizesse muita pressão sobre o técnico e os atletas, embora, uns e outros tenham consciência que estão numa actividade em que a pressão é uma constante, dada à exigência dos próprios prosélitos da modalidade, que quase nunca ficam satisfeitos.
Por agora, mãos à obra, porque o tempo não pára e está visto que a Selecção Nacional tem muito pouco pela frente, para poder cumprir com todo o plano de preparação para atingir a boa forma.

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