Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Organizao do CAN

14 de Novembro, 2014
Pois, as alternativas assim tão encima da hora nem sempre são fáceis. A organização de um campeonato à dimensão da Taça Africana das Nações requer, à partida, a criação de um conjunto de condições.

Mantendo as datas de realização do certame em pé, e olhando para o calendário gregoriano chega-se facilmente à conclusão de que o tempo não se apresenta a mercê. Quem assumir este pesado desafio terá de estar em condições de arrumar a casa no curto intervalo de 60 dias em falta para poder organizá-la sem constrangimentos. Por tudo isso, pensamos que só países com excelentes condições infra-estruturais e sólida organização se podem lançar ao desafio de substituir o Marrocos, que renunciou a prova em face da propagação da pandemia do Ébola que afecta alguns países da África Ocidental e cujo vírus letal tem tendência de se alastrar para outras partes do mundo.

Sabe-se que nesta altura se perfilam na linha de sucessão ao Marrocos uma meia dúzia de países. E não tendo a Confederação Africana de Futebol mais tempo a perder, deve dentro dos próximos dias indicar um destes para que de uma vez por todas esteja salvaguardada a organização da prova.

Pelo menos alguns destes países, como a África do Sul, Egipto, Nigéria e Argélia têm bons estádios de futebol. Mas é verdade que a organização de um campeonato com a grandeza do CAN não depende apenas de excelentes campos. Existem outros serviços auxiliares que devem ser providenciados e colocados à disposição.

Portanto, assumir nesta altura esta grande empreitada não é obra fácil. É evidente que quando determinadas áreas associadas à organização da prova falharem haverá sempre algum desconto tendo em conta este quesito. Mas, convenhamos, ninguém está à espera de um campeonato que venha a ser marcado por várias falhas de foro organizativo.

Dai que o organismo máximo do futebol continental deve analisar muito seriamente as propostas à mesa e ver quem apresenta melhores condições de corresponder aos seus anseios ao invés de entregar a prova de forma precipitada o que até pode acontecer em face da urgência existente e à necessidade de se arrumar o caso em definitivo. O continente está na expectativa.

O próprio presidente da CAF manifestou a necessidade de se imprimir alguma celeridade na solução deste caso, tendo prometido anunciar dentro das próximas horas o novo país organizador. Os seus agentes estarão no terreno para constatar as condições nos países candidatos.

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