Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Os prmios de 2017

27 de Outubro, 2017
Com o mês de Outubro a dizer adeus, ficaremos a somente dois meses da corrida pedestre de fim de ano \"São Silvestre\", que saí sempre à rua no último dia do ano, isto é, a 31 de Dezembro do corrente.

No ano passado, a prova que já é uma tradição e é o principal cartão de visitas da Federação Angolana de Atletismo (FAA), foi marcada pela ausência de corredores profissionais estrangeiros e por prémios que ficaram muito aquém dos atribuídos em edições anteriores.

A FAA que procura de um tempo a esta parte fazer constar a nossa “São Silvestre” do calendário da IAAF, terá de trabalhar para ultrapassar os constrangimentos verificados na última edição, em que só atletas nacionais participaram do evento e foram “obrigados” a sujeitar-se a prémios nada motivadores.

Apesar da crise económica e financeira que assola o país, há já três anos, decorrente da queda brusca do preço do petróleo no mercado internacional, situação que afectou sobremaneira a economia nacional, espera-se, ainda assim, que este ano a comissão organizadora da prova estipule uma premiação mais aliciante e faça regressar os corredores internacionais, que dão um outro toque competitivo à corrida.

Augurando-se que a corrida faça parte do calendário da Federação Internacional de Atletismo, mesmo com as escassas verbas a federação tem de fazer um pouco de mais esforço no sentido de melhorar a premiação desta edição da prova, a 62ª, sob pena de voltar a não atrair as “gazelas” estrangeiras.

Os prémios são o principal atractivo da competição e mesmo com o momento menos bom em termos financeiros que as instituições estão a viver é possível fazerem-se parcerias que ajudem a dar uma outra imagem à “São Silvestre” de Luanda, que já granjeou um grade prestígio com a presença de nomes sonantes do atletismo mundial.

Aos patrocinadores tradicionais como a Sonangol, podem juntar-se outros desde que haja um bom plano de marketing que convença as empresas a se associarem à federação nesta empreitada que ajuda a levar o nome de Angola fora de portas.

Embora o tempo pela frente parece ser ainda longo, é preciso não descurar também já nesta altura a questão dos locais de inscrição bem como agendar as vistorias ao percurso para a verificação das principais anomalias e em tempo oportuno tomarem-se as medidas adequadas.

Os dez quilómetros de extensão, com partida no largo da Mutamba e chegada ao estádio dos Coqueiros não devem apresentar dificuldades de maior para que os corredores não sejam constrangidos na sua ambição.

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