Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Os estdios e a relva

09 de Outubro, 2017
O Girabola ganhou desde o ano passado um patrocinador- a ZAP - para ajudar a melhorar este produto que pode ser vendável e rentável, mas que ainda não é por lhe faltar vários predicados que lhe podiam tornar numa marca mais visível.
Um dos \"handicapes\" são os relvados dos nossos estádios, que constituem uma publicidade nefasta para a própria competição. Quem assistiu ao último jogo da Caála, terá visto o estado do relevado, que não dignifica o campeonato tão pouco o País, que organizou há sete anos a maior prova africana de futebol, e construiu quatro estádios novos e reabilitou vários outros com destaque para os da província de Benguela, que foi um dos palcos do CAN.
Naquela parcela de Angola, além da construção do Estádio de O\'mbaka, foram modernizado o Estádio da Académica, do São Filipe (propriedade do Nacional), o Estádio Nacional, do 1º Maio de Benguela. Apesar disso, hoje os proletários jogam num campo cuja relva deixa muito a desejar, tal qual acontece com o estádio do Recreativo da Caála.
Mas estes não são os únicos que apresentam uma imagem terrível sobre o estado dos nossos relvados. Dos quatro estádios de raiz construídos no âmbito do CAN-2010, apenas o de Luanda, 11 de Novembro, consegue manter-se minimamente aceitável, apesar de que não está também cem por cento bem tratada aquela relva.
Nos demais, com destaque para a relva do Estádio da Tundavala, na Huíla, as coisas estão muito feias e precisa da intervenção urgente das autoridades competentes para que não se fique com a sensação de que se jogou fora vários milhões de dólares que poderiam perfeitamente servir para acudir muitas das dificuldades com que se debate vários sectores da vida nacional.
Apesar de alguns estádios não terem condições para acolher jogos do Girabola, o que só acontece porque a Federação Angolana de Futebol terá feito vista grossa no momento da inspecção dos mesmos, a competição ainda assim regista alguma melhoria competitiva nos últimos dois anos, o que sugere um aumento do nível de disputa nos próximos anos se houver maior rigor em muitos outros aspectos, mas sobretudo na selecção de recintos que ofereçam melhores condições.
Com relvados que são irmãos gémeos do capim é que não se pode continuar a tolerar. Não só é feio para a imagem do futebol nacional, mas igualmente para a sua qualidade e a integridade física dos jogadores, que passam o tempo todo a chutar ar, ao invés da bola devido ao estado do relvado. Muitos dos quais acabam por sofrer lesões ou porque pisou em falso ou ainda porque pontapeou barro.
A qualidade que vemos noutras paragens depende de todos esses factores: estado dos relvados, capacidade técnica, logística e tudo o resto. Mas quando os organizadores do Girabola relegam essas situações para o segundo ou mesmo último plano, é difícil atingirmos a qualidade expectável.
O Presidente da República no seu discurso de investidura falou da questão da gestão das infra-estruturas, pedindo responsabilidade àqueles que têm este dever a seu cargo. Portanto melhorar o que está bem e corrigir o que está mal é o lema.

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