Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Os grandes em queda

06 de Março, 2015
As equipas do 1º de Agosto e do Progresso do Sambizanga ocupam a penúltima e última posições, na classificação do Girabola, uma prova que vai apenas na terceira jornada. Em dois jogos, os dois emblemas coleccionaram igual número de derrotas.

Claro que duas derrotas, em início da prova, podem não traduzir nada de especial. Mas não lembra o percurso do campeonato, quando as duas equipas que são das mais referenciadas do nosso futebol, tenham entrado de forma tão desastrada. O quadro dá-nos evidências de que o favoritismo que outrora mostravam, ficou definitivamente banido, vivem apenas da fama do passado.

Num tempo não muito distante, o 1º de Agosto que deixou de dar gosto em 2006, ninguém ousava vencer de forma tão fácil, como o fez por exemplo o Bravos do Maquis e o Sporting de Cabinda. Admitamos que alguma coisa não vai bem nas hostes da agremiação.

Algo deve fazer-se com urgência, para que a equipa volte a dar o ar da sua graça.

Depois de sucessivos fracassos, é normal acreditar na sua reabilitação. O 1º de Agosto acredita na possibilidade. Para tanto, fez algum investimento no seu plantel, vozes ligadas à direcção do clube vieram à praça pública declarar 2015 o ano do clube. Era suposto que o início do campeonato fosse promissor para quem tenha objectivos claramente definidos.

Não está a ser assim. E por esse andar, achamo-nos na legitimidade de colocar dúvidas a possibilidade de a equipa enxotar para longe os fantasmas da crise. Enquanto isso, o Progresso do Sambizanga tem o mesmo percurso da turma militar. Aliás, estão ex-aequo em tudo, à excepção de um golo a mais, marcado pelos militares em relação aos sambilas. Aos adeptos da popular agremiação sambila ainda não foi proporcionada a possibilidade de esboçarem um sorriso no presente Girabola.

Os pupilos de Mário Calado também andam a cambalear, somam apenas derrotas. A diferença entre uma e outra equipa, é que o Progresso nunca se assumiu candidato ao título, tampouco declarou 2015 como o seu ano. Temos de convir que os maus resultados que colecciona também pode ameaçar a meta classificativa.

Esperemos bem que consigam acertar o passo. Mesmo que por alguma razão não entrem na luta pelo título, não são equipas para estarem posicionadas nos lugares em que se encontram. Queira-se ou não, 1º de Agosto e Progresso já são marcas no futebol angolano. Não chegar ao título é compreensível, mas situarem-se nos últimos lugares, mesmo que eivadas de optimismo, as suas direcções não venham com discursos pomposos.

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