Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Os ltimos contornos

07 de Fevereiro, 2019
O campeonato nacional de futebol da primeira divisão, edição 2018/2019, aproxima-se do desfecho da primeira volta. Uma primeira volta que competitivamente falando, pode ter agradado a todos, que com alguma regularidade acompanham a sua evolução. Assistiu-se a uma interessante disputa entre equipas, sobretudo, aquelas com a atenção voltada para a liderança.
Mais agradável ainda, foi o surgimento das equipas que se embrenham na disputa do topo, de equipas que por norma estão mais focadas numa classificação que não coloquem em risco a continuidade na prova, quase sempre longe da refrega entre os principais concorrentes.
Foi bom que as equipas como o Desportivo da Huila, Bravos do Maquis e Sagrada Esperança tenham registado o crescimento competitivo que evidenciam. Pois, ao contrário, as equipas campeãs de outrora, como o Recreativo do Libolo, ASA e Interclube quase irreconhecíveis e desencontradas, podíamos ter \"bar aberto\" para os militares e petrolíferos.
A ousadia do Desportivo da Huíla e do Kabuscorp do Palanca estão a mostrar ao 1º de Agosto e ao Petro de Luanda, que o campeonato não se vence com a facilidades, que certamente esperavam. Mas superando a resistência de outros concorrentes, quesito que empresta à prova uma pitada de qualidade.
Foi bom, por exemplo, a aparição do Desportivo da Huíla na liderança de prova. Apesar de ser uma situação efémero, mostrou que o campeonato não tem o domínio de uns. Os dominadores existem, são tradicionais e poderosos, mas não se pode conferir facilidades e se tiverem de atingir os objectivos, não o farão de mão beijada.
É desejo de uns, que apesar de estar arredado da liderança, o Desportivo não se deve deixar abater pelo desânimo. Deve manter a crença de que pode e é capaz, deve manter a determinação competitiva. No quarteto da frente pode manter-se e escrever a sua História com letras brilhantes.
Desde já, fica claro que qualquer que seja o desempenho na segunda volta, tem a manutenção assegurada. Se o potencial não continuar a lutar pelo título, permita ao menos fazer uma gestão inteligente da pontuação alcançada e andar longe da luta pela não descida de divisão.
Entretanto, é bom que se diga, que entre 1º de Agosto e Petro não há a habitual correlação de forças. Os militares apresentam-se em melhor condição. Por esse andar, o Petro arrisca-se à disputa do segundo lugar com o Desportivo e com o Kabuscorp do Palanca.
Afinal, com o país devolvido ao G-12, condição que permite estar presente no próximo ano com quatro equipas nas competições continentais, o segundo lugar volta a ser valorizado e a atiçar à cobiça. Daí, que os militares da Região Sul não devem baixar a guarda. A luta é para continuar.

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