Jornal dos Desportos

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Opinio

Os ltimos minutos

06 de Agosto, 2018
O campeonato nacional de futebol da primeira divisão vai dobrando os últimos contornos. A edição 2018, disputada numa espécie de \"contra-relógio\", se abeira ao fim. Entretanto, classificativamente as coisas ainda estão por aclarar. No topo 1º de Agosto e Petro travam uma luta sem quartel pelo título, uma disputa que já conheceu outros concorrentes.
Aliás, a prova começou com o Interclube em grande, sendo que muito boa gente chegou a supor que tinha chegado a vez de os Polícias voltarem às conquistas. Pois, com militares e petrolíferos envolvidos nas provas africanas de clubes, empreitada que, regra comum, tem a tendência de embaraçar as coisas, a equipa de Fernando Torres teve tudo a seu favor.
Liderou a prova até que a dada altura começou a revelar alguma fadiga, cedendo terreno aos concorrentes. E como a militares e a petrolíferos nunca se deve dar facilidade, ficou pelo caminho, pagando caro a factura. As suas contas já não permitem sonhar mais para lá. O título já não anda ao seu alcance.
Entretanto, é bom que se diga que entre 1º de Agosto e Petro o primeiro está em melhor condição de arrebatar o troféu, bastando-lhe apenas um ponto para chegar à revalidação, somando assim o terceiro título consecutivo, mérito que só logrou nas primeiras edições da prova. Ou seja, em 1979, 80 e 81.
Por sua vez, o Petro mantém a esperança. Pois, as contas dos seus números classificativos lhe conferem este direito, sobretudo porque isto de jogar a toalha ao tapete antes do desfecho total é obra dos fracos. E aos tricolores este estatuto não casa. Daí que, é dado assente que os últimos instantes do campeonato prometem escaldar.
Se a meio da tabela reina uma acalmia total, ainda que algumas equipas não tenham conseguido melhorar as classificações da edição anterior, o mesmo já não se pode falar da situação na zona movediça da classificação, onde a aflição se apossa de equipas como o Recreativo da Caála, Domante FC e 1º de Maio.
Na verdade, o espectro da despromoção segue de perto estas equipas, cada vez mais ameaçadas a ausência na próxima edição. Com certo alívio estará, certamente, o Progresso do Sambizanga que com as vitórias conseguidas nas últimas duas jornadas, acabou por dar um safanão ao fantasma da despromoção.
Os outros, já referenciados, só por um milagre ver-se-ão livres da chaga de descida de divisão. De resto, ao que tudo indica, a segunda divisão é, indubitavelmente, o seu destino, por se terem revelado demasiado perdulários ao longo do certame. Mas vamos esperar pelo que nos poderão proporcionar os últimos instantes da prova.

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