Jornal dos Desportos

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Opinio

Os "midos" do Petro

17 de Outubro, 2017
A jornada de basquetebol que o torneio Victorino Cunha proporcionou às equipas luandenses, e por arrasto, aos adeptos, acabou por ser interessante a todos os níveis, ou não fosse o basquetebol a segunda modalidade mais mediática do país.
Os clubes investem muito, com custos muitas vezes superiores ao de muitas equipas do Girabola, tanto na contratação de jogadores como de treinadores, e fruto disso é a competitividade que se assiste.
Ainda que, e como não há bela sem senão, a competição seja restrita quase exclusivamente a Luanda, com as restantes províncias a darem passos tímidos para se enquadrarem no projecto de dimensão nacional da bola ao cesto, com a participação de algumas das suas equipas no campeonato nacional da segunda divisão.
Este torneio, que anualmente homenageia a figura do professor Victorino Cunha, pelos feitos em prol do basquetebol, particularmente ao serviço do clube 1º de Agosto, serve como prova de abertura da nova época, em que os emblemas participantes, por norma as quatro melhores equipas do país, 1º de Agosto, Recreativo do Libolo, Petro de Luanda e Interclube aproveitam para dar a conhecer as novidades nos respectivos plantéis em termos de contratações, além de darem rodagem aos jogadores com jogos duros.
Se a vitória do 1º de Agosto nada teve de surpreendente, o mesmo não se pode dizer da participação do Petro de Luanda, mais a mais depois da sangria que o clube sofreu com a partida de jogadores influentes Reggie Moore e Bunga.
O clube do eixo -viário deu mostras de não sofrer qualquer abalo com a saída de jogadores influentes, os seus\"miúdos\" bateram o pé a jogadores mais experientes, e acima de tudo, deixaram no ar a promessa de que ali há trabalho e futuro, o que certamente, só beneficia a bola ao cesto que no país se pratica.
É certo que ainda precisam de crescer, e isso mesmo, foi reconhecido pelo seu treinador, que por enquanto não deve perseguir abertamente qualquer sonho de título, mas um dado reconhecido de outros treinadores, é que de facto, há que contar com eles num futuro próximo.
Outros treinadores, como Paulo Macedo, uma voz sempre a ter em conta, alinha na mesma sintonia quando reconhece o facto de serem jovens aguerridos, o que desde já pode ser um alerta à sua equipa, ao abrir e começar os grandes duelos da nova temporada, principalmente, na altura em que o Campeonato Nacional correr as cortinas.
Está, pois, lançado um aviso à navegação, da parte dos jovens petrolíferos de basquetebol.

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