Jornal dos Desportos

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Opinio

Os nossos rbitros

02 de Janeiro, 2015
O árbitro assistente internacional, Jerson Emiliano, vai ser o nosso “porta-bandeira”. A jovem promessa da arbitragem nacional continua a merecer a confiança do organismo africano, embora, de um modo geral seja doloroso observar que nenhum homem do apito consta da lista dos nomeados pela CAF.

Mesmo com a presença de Angola na competição, o facto de não termos nenhum árbitro a apitar no CAN não deixa de ser preocupante, porquanto, revela em todos os sentidos um grande retrocesso do peso da arbitragem angolana dentro da estrutura continental, quando em 2010 tivemos Hélder Martins como representante.

Esta situação não é nova. Ainda no consolado de Justino Fernandes, os nossos homens do apito viveram situações constrangedoras de quase pura marginalização da parte do órgão reitor do futebol continental, em que nunca eram escolhidos para competições do género.

É preciso pois, que a Federação Angolana de Futebol (FAF) invista mais nos seus filiados e influencie mais junto da CAF, porque não se compreende que um país com árbitros de categoria internacional, dificilmente são escolhidos para apitar naquele que é o maior evento desportivo de futebol do continente africano.

A posição da FAF tem sido de uma certa passividade, mas também de uma certa perplexidade. E isso foi possível descortinar nas palavras do então presidente do Conselho Central de Árbitros de Futebol de Angola (CCAFA), Carvalho Neto, quando reagia à divulgação da lista oficial de árbitros pela CAF, em 2012.

“Sinceramente, não compreendemos. Estivemos bem nas competições africanas de clubes, portanto, esta é uma posição que não entendemos. Mas vamos aguardar para ver se nos próximos anos temos melhor sorte”, disse na altura o homem forte do CCAFA.

Se as competições desta natureza são boas montras para os jogadores mostrarem todo o seu valor e potencial, na tentativa de encontrar melhores contratos fora do continente, para os homens do apito tal representa uma boa oportunidade de marcar pontos, tanto no continente como fora dele, porquanto eles vão estar sob o olhar atento da estrutura que rege o futebol no mundo, a FIFA.

António Caxala foi escolhido este ano para apitar um jogo da Data FIFA entre o Brasil e a África do Sul. Angola já mostrou que tem homens do apito com nível para desfilar nas grandes competições e têm correspondido.

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