Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Os nossos embaixadores

19 de Fevereiro, 2018
Tranquilo, pode ser o termo melhor aplicado à viagem que fazem as equipas do Petro de Luanda e do 1º de Agosto ao terreno dos respectivos adversários para os jogos da segunda-mão da preliminar à fase de grupos da Taça da Confederação e da Liga dos Campeões. Tal tranquilidade decorre de resultados, confortáveis, logrados nos primeiros 90 minutos.
Com efeito, os representantes angolanos nas competições africanas de clubes, procuram confirmar amanhã e depois a passagem à fase seguinte, quando realizarem os jogos referentes à segunda-mão. Os petrolíferos são os primeiros a entrar em campo, já amanhã, em Blantyre diante do Master Security Services FC do Malawi ao passo que os militares fazem-no quarta-feira em frente ao FC Platinum do Zimbabwe.
Pela prestação e sobretudo pelos resultados da primeira-mão, podemos dizer que os angolanos já se encontram na outra eliminatória, salvo se a força dos demónios do futebol for assim tão determinante. Quem leva por exemplo, uma vantagem de cinco golos como é o caso do Petro de Luanda, só mesmo por um milagre perde a eliminatória. Também o 1º de Agosto vai de mãos ao bolso.
As equipas angolanas fizeram valer a máxima, segundo a qual, em competições a eliminar, jogo em casa é para ser aproveitado ao máximo, como forma de abrir perspectivas animadoras para o outro que ocorre nos domínios do adversário. Na verdade, a determinação evidenciada terá levado muito boa gente a dar créditos na vitalidade do futebol angolano.
De resto, se a qualidade futebolística das equipas reflecte, à partida, àquilo que deve ser a sua selecção, a postura que tiveram as nossas equipas nesta primeira ronda acabou por vender uma boa imagem do futebol angolano. Vamos é esperar que nas eliminatórias que se vão seguir tenham a mesma determinação, mesmo não ganhando por números volumosos.
Aliás, na competição o que se exige não são resultados volumosos, mas vitórias logradas na sequência de um futebol alegre e vistoso. Queremos é que as equipas mostrem futebol de nível qualitativo aceitável, e, competitivamente, consigam ir um pouco mais além daquilo que tem vindo a ser a sua classificação dos últimos tempos.
O futebol nacional precisa, realmente, de reaver a sua mística, quer a nível de clubes quer a nível de selecções. Afinal já tivemos uma época gloriosa, em que as nossas equipas, nas competições de clubes, disputavam de igual para igual com gigantes como Canon de Yaoundé, Enugu Ranger da Nigéria, Zamalek do Egipto, Esperance de Tunis e outros clubes.
Façamos uma corrente positiva para que corra tudo a contento para o Petro de Luanda e 1º de Agosto, e consigam mostrar à África a vitalidade do nosso futebol.

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