Jornal dos Desportos

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Opinio

Os nossos meninos

12 de Julho, 2017
Apesar da classificação no campeonato do mundo de Sub-19 que terminou no domingo no Cairo, Angola mostrou por A mais B, que tem futuro garantido na modalidade. A própria direcção da Federação, que revelou alguma indiferença na criação de condições mais ajustadas às obrigações do torneio para esta rapaziada, terá sido chamada à razão.

À excepção do resultado do jogo com os Estados Unidos, a Selecção teve desempenho de nível aceitável noutros desafios como espelham os resultados produzidos, não muito desfasados do que devia ser a lógica final de confrontos, disputados por duas equipas com ambições e objectivos definidos.

Relativamente ao jogo com os Estados Unidos devemos fazer sempre algum desconto. Afinal, Angola jogou na véspera com a Itália, na que foi a sua estreia, com uma exibição extraordinária, levou mesmo o jogo ao prolongamento. Logo, apresentou-se no dia seguinte com poucos recursos energéticos, e diante de um potencial adversário, que acabou por ser fatal.

Entretanto, nos restantes jogos, mesmo com derrota, a Selecção mostrou garra e combatividade. Os próprios adversários com quem perdeu, devem reconhecer certamente, o seu potencial e mais do que isso, a capacidade de luta na quadra. De resto, é uma equipa que não se deixa vencer com facilidade.

Pelo que acabou por ser o seu desempenho, em termos gerais, ficou demonstrado que o \"cinco\" que promete o resgate da mística do nosso basquetebol, emerge nesta juventude. Precisamos de reconhecer, que é preciso canalizar apoios suficientes para este grupo de trabalho, e acompanhá-lo com mais atenção. Aliás, se é verdade que houve da parte da FAB alguma desatenção deliberada para com esta selecção, o que aconteceu no Egipto, acabou por ser uma chapada sem mão.

Não tem Raul Duarte motivo para andar cabisbaixo. A selecção teve uma excelente prestação, devem andar cabisbaixos os que pouco nela acreditaram. Quiçá, tivesse as sessões de treino que o técnico pediu, podiam fazer melhor do que fizeram. Mas o que já passou não interessa, o que interessa agora, é corrigir a nossa mentalidade e passar a encarar compromissos sérios com mais seriedade e mais sentido de responsabilidade.

As bases estão lançadas. Temos futuro no basquetebol. O resto, é definir políticas concretas e realistas para este grupo de trabalho, à medida em que algumas das unidades sejam cooptadas para o escalão superior. Em resumo, há valores a despontar, que vale a pena ter em atenção.

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