Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Os nossos na imprensa

05 de Março, 2017
Estamos, como sempre, à espera do trabalho da imprensa portuguesa, para retomarmos, quando é obrigação nossa irmos aos encontro deles, conhecer que dificuldades enfrentam, quais as expectativas, que acompanhamento têm e todo um trabalho que pode motivar os jogadores. É verdade que hoje devido a alguns constrangimentos financeiros por que passam as empresas e as dificuldades de cambiais, nem sempre é fácil fazer deslocar uma equipa de reportagem para o exterior.

A verdade é quem melhor conhece os jogadores e com os quais pode ter maior empatia, \"arrancar\" sentimentos que noutra circunstância não fazia, são os jornalistas angolanos. Deve , por isso, haver algum esforço e tornar possível esta iniciativa de se fazer um trabalho aturado, conhecer o dia-a-dia dos jogadores.

Sabemos de cor e salteado como faz a media ocidental nessa circunstâncias, reportagens e mais reportagens sobre dois jogadores quem muito se espera. Dois jogadores que são esperança de todo um todo País, por aquilo que já fizeram ao serviço do seu então clube (1º de Agosto), como dos Palancas Negras. Os jogadores passaram a ser principal referência no ataque dos Palancas Negras, e não merecem hoje da nossa parte qualquer destaque, um trabalho à altura do que eles representam para a Selecção Nacional.

A imprensa tem igualmente a responsabilidade de valorizar os \"nossos heróis\". Não se pode esperar continuamente que seja a imprensa dos países onde actuam os nossos a dar conta dos feitos ou frustrações dos jogadores, sobre o ângulo que melhores lhes convém. Temos de assumir que somos capazes de elevar os nossos, de não os deixar a sua sorte.

Trata-se de uma autocrítica, porque Gelson e Ary Papel merecem outro tratamento, da imprensa desportiva. Temos sido poucos audazes no acompanhamento dos nossos jogadores que militam no estrangeiro. Quem fala de Gelson e Ary Papel fala de Bastos, central angolano,que evolui na Lázio de Itália, o mais caro dos jogadores depois de Mantorras e Manucho Gonçalves cujas transferências custaram cinco milhões de euros, do Alverca para o Sport Lisboa e Benfica, e do Petro de Luanda para o Manchester United da Inglaterra.

Além de um exercício, que consideramos síntese, que a Rádio Cinco faz sobre a evolução dos nossos jogadores no estrangeiro, não há reportagens de fundo sobre as principais referências. Continuamos a ser uma imprensa muito local, salvo, claro está, algumas ocasiões em que fazemos as coberturas internacionais quando as nossas selecções participam em provas mundiais ou africanas.

No desporto, a imprensa joga um papel importante, decisivo até. De outro modo, por mais talento que os jogadores possam ter, se não tiverem uma cobertura que espelha a sua importância, os clubes também são capazes de não dar o devido valor. Ainda vamos a tempo de mudar.

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