Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Os nossos Palancas

03 de Março, 2014
Depois de se terem concentrado ontem, os Palancas Negras começam a delinear hoje as estratégias para o jogo da próxima quarta-feira em Maputo diante de Moçambique para o preenchimento da primeira Data FIFA de 2013. Na verdade, o tempo não joga a favor do combinado nacional, mas esperamos que não venha a condicionar a sua prestação.

É pena que a forma como o barco que levou à indicação do novo seleccionador nacional tenha levado a este embaraço. Se as coisas tivessem sido processadas com o rigor que se impõe, ou em tempo útil, como se queira entender, o técnico também tinha disposto de tempo suficiente para preparar o seu grupo de trabalho.

Mas, seja como for, estamos certos de que os atletas convocados para esta missão vão saber de certeza honrar o bom nome de Angola, lutando no campo para um resultado que não belisque o seu orgulho, quanto mais não seja uma forma de mostrarem a sua capacidade competitiva, e por esta via irem ganhando a confiança do seleccionador nacional.

Além de mais, temos de convir que o jogo de Zimpeto não qualifica para nenhuma competição. Trata-se apenas de um jogo de carácter amistoso, que não obriga ao "tudo ou nada", embora saibamos que as vitórias sabem sempre bem, quer se trate de jogos oficiais com cariz classificativo quer em outros de mera recreação.

O outro quê consiste no facto de se tratar do primeiro jogo de Romeu Filemon na condição de seleccionador nacional, e sendo o primeiro resultado que, em regra, assume a particularidade de influenciar as leituras avaliativas. Dai talvez a necessidade de se lutar por um melhor resultado. A derrota dá sempre motivo a comentários desfavoráveis.

Mas pensamos que isto não deve constituir motivo de preocupação. O importante é encarar o jogo como jogo, passível de três resultados. E mais do que isso, ter em linha de conta que o jogo é feito com um adversário que também se preza, que também tem objectivos, para lá de dispor da vantagem de jogar no seu próprio reduto, factor que joga a seu favor.

A selecção moçambicana, com melhores resultados sobre Angola nos últimos confrontos, vai certamente procurar manter este gráfico. Portanto, há que ter em conta que independentemente daquilo que constituem as nossas legítimas ambições, temos um adversário que não é permeável. Mas vamos à luta com as armas de que dispomos para fazer o que podemos.
Em resumo, o que mais vai contar neste jogo, para lá de todos os outros interesses, é a possibilidade de o seleccionador nacional fazer uma leitura ao detalhe do desempenho individual de algumas unidades por si convocadas, sobretudo por ter de vir adicionar a esta convocatória outros nomes que não constaram na primeira lista, o que implica necessariamente alguma triagem do grupo.

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