Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Os nossos representantes

20 de Março, 2015
A expectativa é enorme mas a grande questão é saber qual dos três representantes, Kabuscorp do Palanca, na Liga dos Campeões, Petro e Benfica de Luanda, na Taça da Confederação, vai ser capaz de garantir a qualificação para a fase seguinte da competição em que está engajada.

Nenhum dos nossos representantes conseguiu vencer nos jogos da primeira-mão, em que por alguma coincidência tiveram todos de jogar fora de portas. O Kabuscorp do Palanca perdeu 0-2 no Sudão, com o Al-Merreick , o Petro empatou a dois golos com o Royal Leopard da Suazilândia e o Benfica de Luanda regressou de Tunis com uma derrota de 0-1 com o Royal.

Estes resultados perigaram, de certo modo, a passagem da eliminatória, já que obrigam os nossos embaixadores a redobrarem esforços para contornarem a desvantagem a que estão submetidos. Aparentemente o Petro de Luanda tem a empreitada mais acessível. Pois os dois golos marcados na casa do adversário podem desempenhar um papel importante na decisão da eliminatória.

De resto, tem o caminho aberto para seguir em frente, bastando vencer por 1-0 ou mesmo empatar a um golo para solucionar a eliminatória. Competitivamente tem equipa para enfrentar de igual para igual a equipa suazi, pelo que em termos de expectativa é a equipa que oferece melhores garantias.

Do lado oposto e na mesma competição, está o Benfica de Luanda que sofreu uma derrota por 0-1. Os encarnados, com algum esforço suplementar também podem dar a volta ao jogo. Vai ser difícil, mas a condição de anfitriã pode facilitar a missão dos encarnados. A equipa do Eoiale é quase do mesmo nível, para além de o resultado não parecer muito complicado de ser contornado.

Na Taça dos Clubes Campeões, em que o campeão já ficou pelo caminho, as coisas não foram diferentes para o Kabuscorp do Palanca, que também perdeu. Em resumo, diga-se que os resultados apesar de ultrapassáveis não deixam descansadas quer uma quer outra equipa, que precisam de vencer para seguirem em frente. Trata-se de uma empreitada árdua para qualquer uma das equipas. Mas como não há dois jogos iguais, vamos torcer para que os nossos três representantes nas competições africanas de clubes tenham motivação e força competitiva para dar a volta aos resultados e manterem o país em prova nas duas prestigiadas competições continentais.

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