Jornal dos Desportos

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Opinio

Outro desafio

10 de Fevereiro, 2016
Depois de confirmada a continuidade do professor José Kilamba, os Palancas Negras voltam à concentração nos próximos dias para darem início à preparação do duplo compromisso com a República Democrática do Congo, para as eliminatórias ao CAN'2017 no Gabão. Entretanto, espera-se que o trabalho decorra sem sobressaltos e se consiga formar um conjunto com argumentos suficientes para fazer face às obrigações do torneio.

Como é do domínio público, a selecção ficou arredada da corrida ao Mundial da Rússia, também já deixou para trás o CHAN'2016 em que não passou da fase de grupos. Significa dizer que o CAN'2017 é a única competição em falta, e em que é preciso mostrar alguma arte e engenho, quanto mais não seja a única oportunidade da nossa selecção lavar a honra.

Aliás, na sua última prestação ainda no CHAN, mostrou outra atitude e outra capacidade de luta, pese embora o facto dos resultados não terem sido satisfatórios. Por exemplo, no jogo com a Etiópia deu para ver os jogadores de cara levantada e determinados para a vitória, que livrou o país da última posição classificativa do grupo

Portanto, o que se exige agora é o acerto do passo, sendo que vai estar numa prova competitiva que entra na fase mais exigente, a segunda volta que é sem dúvidas para definição de posições em que os fortes procuram consolidar posições e os fracos condenados a chorar a desdita. Ao vizinho Gabão é bom marcarmos presença.

Pois por estarmos no agrupamento que apuram os dois primeiros classificados, embora não hajam facilidades, devemos conjugar esforços no sentido de pelo menos lograr um dos dois primeiros lugares, até porque a actual classificação joga a favor, cabe a Kilamba e pupilos apenas uma excelente política de gestão para lá chegar.

A selecção precisa desde já de consolidar a sua posição de líder do grupo, esta uma condição importante para que os outros parceiros de grupo possam encará-la como um adversário de facto e temível, condição que em regra concorre para algum desequilíbrio psicológico do adversário. É a conquista desta condição que é preciso partir com todas as forças e com toda a determinação.

Sabemos que a selecção para este compromisso deve ser mais forte, uma vez que pode contar já com jogadores que evoluem noutros campeonatos, que por força do regulamento não integraram e não podiam integrar a selecção que disputou o CHAN no Rwanda. A convocatória pode estar a ser gizada pelo seleccionador nacional e a seu tempo vai ser tornada pública.

O resto é para aproveitar o tempo para um trabalho sério, que esteja focada para a grandeza do compromisso e para o nível do adversário. O Congo Democrático tem estado a dar cartas no futebol africano, e neste momento é uma selecção com uma super-motivação depois da retumbante vitória no CHAN.

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