Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Ouvir os eleitores

30 de Novembro, 2016
Pelo menos, dois dos três candidatos já apresentaram de modo oficial o que são as suas ideias, para retirar o futebol do estado em que se encontra, ou trabalhar para melhorar o quadro actual.

Neste momento, cada candidato quer \"vender o seu peixe\" a fim de merecer a confiança nas urnas dos eleitores. Mas é bom que os concorrentes não tenham apenas os olhos no cadeirão do órgão reitor da modalidade mais expressiva, entre todas as outras. É importante que não utilizem o futebol para intentos inconfessos. Estão avisados para que não vendam \"gato por lebre\" para convencerem o eleitorado.

Assim, mais do que detalharem as ideias que têm nos respectivos projectos ou programas de acção, torna-se mais acertado aos candidatos prestarem atenção no que são os subsídios dos associados, os que no dia a dia vivem o futebol no sangue.

Tal como já nos referimos em outras ocasiões, neste espaço, pouco ou mais nada de novo os concorrentes à sucessão de Pedro Neto podem trazer nos seus programas. Tudo quanto o futebol nacional precisa para sair da condição em que está, já foi amplamente discutido em vários encontros e conferências nacionais sobre a modalidade.

As recomendações saídas destes eventos, andam por aí, em gavetas. Basta resgatá-las e implementá-las. Daí, a necessidade dos candidatos auscultarem atentamente os membros da família futebolística nacional, sobretudo, pessoas com grande experiência que podem dar os imputes, com vista à sua boa execução.

Como disse e bem o Presidente da República, enquanto presidente do MPLA, no VII Congresso Extraordinário do partido, a nossa grande dificuldade está em colocar em prática os bons projectos e programas que elaboramos. Por isso, em nossa opinião, o que falta é implementar tudo o que durante anos já se discutiu e deliberou, como as melhores políticas ou soluções para o rei -futebol no país.

Para os candidatos não basta apresentarem projectos cheios de ideias, muito bonitos no papel, que depois não tenham pernas para andar. Mais do que isso, é indispensável que os problemas da modalidade sejam discutidos numa base alargada, mas com eficácia.

É importante que durante a campanha e ao andarem pelo país de Cabinda ao Cunene, os candidatos oiçam o que os eleitores pretendem ou apontem como soluções para os vários problemas de que enferma a modalidade. Este, é o melhor momento para os candidatos ouvirem, fazerem-se ouvir e darem a conhecer um pouco mais, apesar de qualquer deles ser um homem do futebol.

Artur Almeida e Silva, José Luís Prata e Osvaldo Saturnino de Oliveira \"Jesus\" têm menos de 15 dias para convencerem os eleitores, através dos seus projectos, mas também ouvindo os que no dia a dia são os que mais labutam em prol do futebol nacional.

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