Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinião

Palancas com entrega

20 de Março, 2017
Os Palancas Negras voltam ao trabalho para dar corpo à preparação do jogo de carácter particular, no próximo dia 28 de Março, diante da sua congénere da África do Sul. A convocatória divulgada na última semana, apesar de levantar algumas contestações, acaba por ser consensual, porque envolve aqueles que se julga estar na melhor forma desportiva.

O grupo não integra jogadores como o guarda-redes Tony Cabaça, do 1º de Agosto, e Carlinhos, do Petro de Luanda, consistindo o pomo da discórdia de certas pessoas na ausência das duas unidades. É ao seleccionador nacional que cabe a última palavra, e sobre o que decidir, é o que deve ser aceite e respeitado.

Portanto, não deve haver motivos para contestar as escolhas, mais a mais porque o seleccionador é alguém que no quadro das suas obrigações profissionais acompanha de perto a evolução do campeonato nacional, bem assim como a evolução individual de certos atletas que representam emblemas estrangeiros.

O que se exige, agora, é um aproveitamento integral do tempo para um trabalho de preparação eficaz e responsável, não só com vista o jogo do dia 28, como também os outros que se vão seguir, e por sinal de maior responsabilidade, como aqueles que se inserem no torneio de qualificação ao CAN\'2019.

Quanto a isso, pode não haver muita preocupação, sabendo que o grupo com algumas ligeiras mexidas, já se conhece perfeitamente, embora seja sempre importante rever os esquemas ou introduzir algumas inovações no modelo de trabalho. Estamos certos que o grupo infunde confiança ao seleccionador nacional e aos amantes do futebol.

Sabemos que Camarões\'2019 é uma meta, que para generalidade de angolanos que lidam com o futebol não deve escapar, e para tanto, urge conjugar esforços redobrados para que a prestação e os resultados neste torneio correspondam às ambições sustentadas. À partida, fique claro não vai ser fácil, embora, nada é impossível.

Portanto, a selecção precisa de trabalhar muito para conseguir o nível competitivo suficiente, e fazer face às exigências competitivas do grupo, onde o Burkina Faso é sem dúvida o adversário mais temível, face à qualidade futebolística que demonstra nos últimos tempos, como consequência de um grande crescimento.

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