Jornal dos Desportos

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Opinio

Palancas com tarefa difcil

17 de Outubro, 2015
A Selecção Nacional de futebol, Palancas Negras, começa a definir esta tarde, em Joanesburgo a rota que deverá seguir no apuramento ao CHAN do Ruanda do próximo ano, quando jogar os primeiros noventa minutos da eliminatória derradeira com a África do Sul.

Os jogos com os sul-africanos têm sido bastante complicados para o conjunto nacional, e a aposta do conjunto visitado é tentar resolver a eliminatória neste jogo em sua casa. Os sul-africanos tiveram uma preparação cuidado, com vários amistosos à mistura e é suposto que queiram marcar presença na fase final desta competição reservada, apenas, a jogadores que evoluem nas ligas locais dos respectivos países.

Os Palancas Negras têm boas memórias desta competição, na qual foram finalistas vencidos na edição que o Sudão albergou, com o técnico Lito Vidigal como seleccionador nacional.

Uma edição que serviu para aquilatar o valor dos jogadores que jogam no Girabola, e que souberam, de facto, dignificar as cores nacionais, quando defrontaram os tunisinos que evoluem num campeonato mais competitivo.

Chegar a mais edição da fase final é uma aposta que os jogadores angolanos podem levar a sério, uma vez que CHAN não deixa de ser uma mostra, em que alguns jogadores podem sobressair.

Romeu Filemon convocou os jogadores que na sua opinião estão em melhor forma desportiva. O primeiro jogo é sempre difícil, mais a mais quando se joga fora de casa, diante de um adversário que também tem fortes ambições, e que espera tirar partido do factor casa para conseguir um resultado que lhe garanta, no segundo desafio, jogar sem muitas dores de cabeça.

Os angolanos estão em território sul-africano desde a passada segunda-feira, para um mínimo estágio de adaptação ao clima local, em que a altitude é sempre adversa para os visitantes.

O Girabola proporcionou o surgimento de novos valores que o seleccionador Romeu Filemon fez questão de convocar para esta empreitada, tal como o jovem guarda-redes Gâncio, que vive a sua primeira experiência com o conjunto nacional.

Angola precisa hoje de fazer um jogo calculista, sem receio dos sul-africanos. Nestas eliminatórias, o essencial é evitar golos na própria baliza, ao mesmo tempo em que é preciso que o ataque seja activo.

Estes primeiros noventa minutos são, pois, de extrema importância para o apuramento de qualquer uma das selecções. Angola tem consciência das suas potencialidades, e sabe também que pode chegar ao objectivo traçado no cômputo das duas "mãos".

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