Jornal dos Desportos

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Opinio

Palancas em aco

15 de Outubro, 2015
Os Palancas Negras estão a delinear na África do Sul as estratégias para o desafio do próximo fim-de-semana diante da selecção local para a primeira-mão da última eliminatória qualificativa ao CHAN'2016. Chegado até aqui, Angola tem todos motivos para não deixar o barco afundar, pois o porto de destino já se vislumbra por perto.

Mas estamos quase certos que as unidades convocadas para esta missão saberão de certeza honrar o bom nome do nosso país, lutando na quadra para um resultado que não belisque o seu orgulho, quanto mais não seja uma forma de mostrarem a sua capacidade competitiva e por esta via irem, também elas, ganhando confiança do seleccionador nacional e do público.

Além de mais, pensamos que o facto de a primeira-mão se disputar em casa do adversário joga em parte a favor do combinado nacional, sendo que em competições a eliminar, em regra, são os jogos da segunda-mão os mais decisivos. Por tudo isso, o que têm a fazer os Palancas será apenas gerir com inteligência os 90 minutos de Pretória e tentar depois arrumar a questão em definitivo em Luanda.

Único inconveniente que se coloca aqui é o facto de a selecção sul africana ter a maturidade competitiva que tem, sobretudo quando se apresenta na condição de anfitriã. Esta particularidade poderá, na verdade, exigir de Romeu Filemon e pupilos uma maior inteligência sob pena de hipotecarem a eliminatória. De Pretória não podem regressar com um resultado comprometedor.

Pensamos, entretanto, que isto não deve, de modo algum, constituir motivo de preocupação. O importante será encarar o jogo como passível a três resultados, e mais do que isso, ter em linha de consideração que o mesmo será feito com um adversário que também se preza, que tem objectivos, para lá de dispor da vantagem de jogar no seu próprio reduto.

Aliás, a selecção sul africana com melhores resultados sobre Angola nos últimos confrontos ou no histórico entre ambos, vai procurar manter este gráfico. Portanto, há que se ter em atenção que, independentemente daquilo que constituem as nossas legítimas ambições, teremos pela frente um adversário que não é permeável. Mas, vamos à luta com as armas de que dispomos para fazer o que podemos.

Em resumo, o que mais vai contar neste jogo, para lá de todos os outros interesses, será a possibilidade de o seleccionador nacional fazer uma leitura ao detalhe do desempenho individual de algumas unidades por si convocadas, sobretudo por ter de vir adicionar, proximamente, a esta convocatória outros nomes no quadro das eliminatórias ao campeonato do mundo de 2018 que reatam em Março de próximo ano.

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