Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Palancas em campo

28 de Agosto, 2015
Os Palancas Negras voltam ao trabalho para dar corpo à preparação do jogo do próximo dia 6 de Setembro diante da sua congénere do Madagáscar. O mesmo conta para a segunda jornada do Grupo B, qualificativo ao CAN'2017, com sede no Gabão.

Olhando para a convocatória, notamos que o seleccionador nacional chamou aqueles que se julga estarem na melhor forma desportiva. Trata-se de um grupo que não foge muito àquele que defrontou a Suazilândia na primeira jornada, embora seja notória a introdução de algumas caras novas, como são os exemplos de Joaquim, do Sion da Suiça, e do guarda-redes Tony Cabaça do 1º de Agosto, que, bem vistas as coisas, estarão a compensar a ausência dos habitués Fredy, Amaro e Gilberto, por motivos de saúde.

Portanto, não pode haver motivos para contestar as escolhas feitas, mais a mais porque o seleccionador é livre de fazer as suas escolhas, sobretudo porque é alguém que no quadro das suas obrigações profissionais acompanha de perto a evolução do campeonato nacional, bem assim como a evolução individual de algumas unidades que representam emblemas no exterior do país.

O que se exige agora é que haja um aproveitamento integral do tempo que nos separa do dia seis para um trabalho de preparação eficaz e responsável, em que Romeu Filemon possa trabalhar a componente física e técnica dos jogadores de modos que se apresentem em forma ideal, e a altura das obrigações do jogo, sendo que o Madagáscar, que joga em casa, tem também ele as suas legítimas ambições. Quanto a isso pode não haver muita preocupação, sabendo que o grupo já se conhece perfeitamente, embora seja sempre importante rever os esquemas ou introduzir algumas inovações no modelo de jogo.

Estamos certos que o grupo esbanja muita ambição, e vai, em face disso, buscar argumentos suficientes para fazer um resultado que não comprometa as suas aspirações.

Aliás, se é verdade que é com os erros que aprendemos, depois daquilo que determinou a ausência no último campeonato africano, disputado na Guiné Equatorial, a selecção já não quer se revelar perdulária ou permissiva. Todos os jogos, independentemente do valor do adversário, terão de ser encarados com maior responsabilidade.

É certo que errar é humano, mas insistir no erro já tem outro nome e outra percepção. Gabão'2017 é uma meta que não pode escapar, e para tanto, urge conjugar esforços redobrados para que a prestação e os resultados neste torneio correspondam às ambições sustentadas. Aqui aproveitamos fazer um apelo à Federação Angolana de Futebol e ao seleccionador nacional no sentido de se avaliar melhor o timing da convocação da equipa.

É verdade, que a selecção não precisa trabalhar dois meses para um jogo qualificativo, até porque os atletas seleccionáveis andam comprometidos com os respectivos clubes, mas se calhar, duas semanas de trabalho seria o ideal. Por exemplo a selecção se concentra domingo, dia 30, para jogar domingo seguinte. Logo, só terá cinco dias úteis de trabalho, o que nos parece demasiado irrisório.

Não podemos continuar a cair nos mesmos erros. Precisamos apostar um pouco mais, acreditar nas nossas reais capacidades, que até não nos faltam. Mas o factor organização e programação tem de funcionar, para que não cheguemos ao fim da primeira volta do torneio com os números classificativos baralhados como da vez anterior.

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