Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Palancas na Hula

07 de Setembro, 2013
É, a bem dizer, um jogo de cumprimento de calendário, pois o seu desfecho para a equipa nacional não trará nada de novo, consumado que está o afastamento da maior “montra” do futebol mundial.

Mas, apesar de tudo, trata-se de um desafio a não desprezar, que deve ser encarado com o maior sentido de responsabilidade pelos jogadores orientados por Gustavo Ferrín, quanto mais não seja uma oportunidade de fazerem um diagnóstico daquilo que pesou no seu afastamento precoce e deste modo tentar corrigir os erros verificados nos jogos anteriores que, de uma forma ou de outra, acabaram por ser fatais.

É nossa convicção que a equipa trabalhou nos últimos dias na definição de estratégias eficazes para encarar o jogo com maior dose de confiança, esperando-se que, mesmo não tendo mais nada a ganhar nem a perder, seja capaz de se apresentar hoje com um futebol mais adulto, alegre, vistoso e acima de tudo com maior precisão nas suas acções.

Uma vitória, ainda que não inverta o curso da história, é sempre importante. Relança as probabilidades de fazermos melhor nos próximos compromissos desportivos, sendo o que resta o torneio qualificativo, no próximo ano, para o CAN de 2015. É preciso ganhar, para que possamos evitar a desdita de terminar o torneio sem provar o sabor da vitória, mesmo que seja apenas aquilo que se costuma dizer vitória de honra. De resto, é sempre interessante.

É evidente que os adversários não facilitam, mesmo sabendo-se que a Libéria se ache na mesma condição, estando também a jogar para mero cumprimento de calendário. Aliás, é mesmo esta particularidade que torna a partida interessante. Os liberianos também precisam de “lavar a honra”, e aquilo que não conseguiram com equipas mais declaradas vão tentar consegui-lo diante de um “parente” pobre como eles.

Pensamos que os Palancas Negras têm apenas que se preocupar consigo mesmos. Fazer o seu jogo de forma metódica e calculista, sem temer o adversário. O espírito de jogo não deve ser o mesmo evidenciado diante de Moçambique, em que só depois de um período sofrível, a equipa tentou sacudir a inibição e partir para a disputa de forma descomplexada, já tarde e a má hora.

Em suma, é desejo de todos que, independentemente de não haver mais nada em jogo, a Selecção Nacional tenha uma boa exibição, pois prevê-se que o Estádio da Tundavala venha a registar “casa cheia”, tendo em conta que os Palancas Negras jogam poucas vezes no país.

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