Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Palancas na plateia

05 de Janeiro, 2017
No próximo dia 14 realiza-se em Libreville, Gabão, a cerimónia de abertura do Campeonato Africano das Nações em futebol. A Selecção Nacional não vai estar presente nessa cimeira, que acontece pela segunda vez consecutiva, depois de falhar a edição passada disputada na Guiné Equatorial.

Nos últimos quatro anos, depois do CAN'2013 disputado na África do Sul, os Palancas registaram somente regressão. Nas fases de qualificação são autênticas sombra de si mesmos, incapazes até em jogos em que cruzam com adversários do seu nível, ou de nível inferior.

Aliás, não há exagero algum se dissermos que o sorteio da fase preliminar do campeonato africano tem sido pai e não padrasto para Angola. Faz tempo que a selecção não cai num agrupamento com adversários temíveis, como aconteceu em ocasiões anteriores. Tem a sorte de jogar, por capricho do sorteio, em grupos aparentemente acessíveis.

Entretanto, nunca tirou proveito da particularidade. De equipa aparentemente mais forte em função do histórico, acaba sempre por arrastar-se mesmo nos anteriores apuramentos, como foi para a Guiné Equatorial/Gabão e para a África do Sul de que teve de depender de terceiros. Passou à tangente, diga-se de passagem.

Não poucas vezes alertamos sobre o que não se deve descurar em competições a eliminar, e até mesmo nas que se disputam no sistema de todos contra todos a duas voltas. Os jogos de casa devem ser aproveitados no máximo, porque quando se perde em casa, e por números expressivos, difícil se torna inverter o quadro em reduto alheio.

Com a nossa selecção é assim. E, com esse ritmo, não se vai a lado algum. Assim é que ficamos remetidos à condição de assistentes do que se passa no mundo do futebol, competitivamente falando, quando devíamos estar alistados e enquadrados. E, não percamos de vista que as ausências sistemáticas em competições de vulto, expressam pequenez competitiva, fragilidade.

Por exemplo, quando se disputar o Mundial da Rússia estaremos a completar 12 anos sobre a única e história participação na maior cimeira do futebol mundial. O largo espaço temporal, não deve ser encarado de ânimo leve. Deve remeter-nos à profunda reflexão sobre a saúde do nosso futebol, e encontrar as soluções que se impõem.

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