Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Palancas sem pasto

25 de Fevereiro, 2016
Com o mês de Fevereiro a encaminhar-se ao fim, Março fica quase à espreita. Como se sabe, este mês reserva para a nossa Selecção Nacional o duplo compromisso com a República Democrática do Congo, inserido nas qualificativas ao CAN'2017 no Gabão. Depois de José Kilamba ter sido reconfirmado à frente da equipa era suposto que esta estivesse já a trabalhar.

É certo que os atletas estão de momento ao serviço das respectivas equipa. Mas é preciso ter em conta o encurtar do tempo e a importância de que se revestem os dois jogos que vão corresponder à última jornada da primeira volta e à primeira do segundo turno. Os congoleses ao que se sabe, não pararam depois que regressaram vitoriosos do CHAN.

Saberá José Kilamba quando é que deve convocar os Palancas e quando devem começar a preparação. É que continuamos no mau costume de fazer tudo encima da hora e os resultados acabam sempre por ser aquilo que têm vindo a ser: maus e ruins. Depois do afastamento da corrida ao campeonato mundial de futebol de 2018, na Rússia, seria bom que Angola não falhasse o CAN.

As atenções devem estar agora viradas para frente. O que representou o fracasso nas eliminatórias ao Rússia'2018, a pálida figura no CHAN devem fazer parte do passado. E classificativamente, para o CAN Angola não está mal, e devia aproveitar o embalo para consolidar a posição a nível deste torneio.

Pelo menos uma vez na história devíamos nos qualificar sem apertos como tem sido habitual nas últimas competições em marcamos presença. Por exemplo, o apuramento ao CHAN foi obtido de forma arrojada, sendo por isso que a muito boa gente a prestação na fase final que se saldou em duas derrotas e uma vitória não surpreendeu.

No Ruanda ficou a prova de que ainda temos muito caminho a desbravar para chegar ao nível desejado, capaz de permitir uma disputa em igualdade de circunstâncias com as outras selecções. Mas podemos chegar até lá, desde que se passe a primar por uma melhor programação e fazer as coisas com alguma antecipação e não de improvisos.

A nossa selecção, que já conheceu momento áureos, nos últimos tempos quase perdeu a sua mística, transformando-se numa presa fácil de todos adversários. Mas tudo isso pode ser corrigido. É certo que estamos em fase de crise, a Federação Angolana de Futebol para concentrar a equipa ou fazer chegar ao país os atletas que actuam no estrangeiro precisa de olhar para a sua condição financeira.

Porém, em alguns casos, é preciso fazer-se alguma ginástica para que as coisas se resolvam em tempo útil, quanto mais não seja a forma de reunir argumentos suficientes para uma equipa coesa e capaz a fazer face às adversidades do campo. Vamos esperar que os próximos dias digam-nos alguma coisa quanto ao próximo compromisso dos Palancas.

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