Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Palancas sem pausa

16 de Agosto, 2017
O espírito de vitória domina as gentes do futebol dias antes do jogo contra o Madagáscar, decisivo para a qualificação ao CHAN\'2018. Dirigentes, equipa técnica, atletas e público em geral acreditam que é possível superar o adversário e carimbar o passe para a fase final do próximo ano no Quénia. Ontem, Beto Bianchi e pupilos retomaram a preparação com muita entrega.

Olha-se pelo giro dos ponteiros do relógio, e vem a necessidade de procurar tirar maior partido do tempo no desenvolvimento de um trabalho sério e aturado, que ajude a equipa a superar debilidades no campo e acertar nos detalhes essenciais. Pela entrega e dedicação dos convocados percebe-se que todos estão imbuídos do espírito de conquista.

Aliás, quem chega aos últimos 90 minutos de um torneio de qualificação está quase proibido a claudicar, porque no fundo já ultrapassou barreiras mais difíceis, e logo não deve fracassar à beira da meta. É certo que tal possibilidade não se coloca fora de hipóteses, daí é que deve haver um redobrar de esforços no trabalho de aperfeiçoamento, de modo a lograr o objectivo sem constrangimentos de maior.

O factor casa confere, à partida, uma larga vantagem ao combinado nacional, depois do nulo verificado em Antananarivo, mas ainda assim é preciso revelar maturidade competitiva, capaz de anular as investidas da turma adversária. Portanto, não é nenhum factor que possa ser tomado como determinante, como erradamente alguém possa supor.

A equipa, à luz do que nos deu a ver quer na eliminatória com as Ilhas Maurícias quer no jogo de domingo com o Madagáscar, tem muitos problemas de finalização. Por exemplo com as Ilhas Maurícias, no 11 de Novembro, teve uma mão cheia de ocasiões de golo, mas na maioria desperdiçadas à boca da baliza, não por mérito da defesa contrária, mas por incapacidade conversiva dos nossos homens de ataque.

Mesmo em Antananarivo, Angola teve maior posse de bola em relação ao Madagáscar, criou mais oportunidades, marcou mais pontapés de canto. Em tudo isso não logrou sequer marcar um golo que seria tomado agora como meio-caminho andado. Portanto, há necessidade de se fazerem as correcções necessárias. “Corrigir o que está mal e melhorar o que está bom.”

Afinal a pressão neste caso está do lado de Angola, que a jogar em casa não deve fracassar. Porque em termos de objectivos, o Madagáscar pensa da mesma forma. Não é por jogar em terreno alheio que se dá por perdido. Também acredita na qualificação, porque tirando o factor casa que joga a favor de uma, as duas equipas partem para os derradeiros 90 minutos em igualdade de circunstâncias.Por tudo isso, temos de ser determinantes no trabalho, e mais do que isso na definição da estratégia do jogo. De resto, o Quénia já não fica distante. É já aí na esquina a seguir. Tudo depende de nós mesmos.

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