Jornal dos Desportos

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Opinio

Pedido de Filemon

24 de Agosto, 2014
Durante a apresentação dos atletas seleccionados, o técnico dos Palancas Negras fez questão de dizer que conta com todos os atletas convocados. Uma solicitação compreensível, quando se sabe que tudo vai girar à sua volta. O sucesso e o insucesso. Aliás, a vida de um treinador resume-se a isso.

Depois daquilo que fez nos jogos amigáveis, todos aprovam a conduta de Filemon. O seu prestígio está em alta. Mas tudo pode virar no caso da Selecção Nacional não atingir as metas preconizadas pelo elenco directivo de Pedro Neto. Para precaver-se, o técnico fez estas exigências à FAF.

Dolly Menga, Rudy e Buatu são os jogadores que carecem de documentação e que antes do dia 30 deste mês de Agosto devem ver a situação resolvida para poderem ajudar os Palancas Negras a sonhar com mais uma presença numa fase final do CAN.

Nas eliminatórias para a fase final do CAN’2015, os Palancas Negras estão inseridos no Grupo C, juntamente com o Burkuina Faso, actual vice-campeão continental, e o Gabão, que tem vindo a subir gradualmente em provas africanas e com quem vai abrir a campanha.

O outro integrante é o Lesoto, que tem feito um trabalho de profundidade nos últimos anos. O facto de ter deixado pelo caminho uma selecção mais experiente, o Quénia, faz do Lesoto um adversário a temer.

Pelo valor dos adversários que Angola tem nesta difícil empreitada, podemos dizer que o grupo é muito competitivo. Isto implica dizer que vai ser necessário fazer uma boa preparação, para que durante a fase eliminatória a Selecção Nacional possa estar compacta e superar os principais opositores.

A Federação Angola de Futebol tem um papel determinante em tudo isso. Para além da solução administrativa dos pendentes, o órgão reitor do futebol nacional tem de criar todas as condições para que os comandados de Filemon possam desfrutar de um bom ambiente de trabalho.

O combinado nacional vive um novo ciclo de vida. Por aquilo que deu para observar nos amistosos, sente-se que há cumplicidade entre os jogadores e a equipa técnica. Prova de que podemos formar um conjunto competitivo, capaz de nos levar a mais uma fase final da maior competição futebolística continental. Mas o apoio de todos é imprescindível. Sobretudo de alguns jogadores que no passado recente tiveram um comportamento que não se coaduna com a responsabilidade de representar as cores nacionais.

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