Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Pensar no futuro

21 de Setembro, 2017
Os ecos, da participação desastrosa de Angola no Afrobasket, que o Senegal e a Tunísia organizaram, ainda se ouvem.A hegemonia do país, no continente, foi fortemente abalada por dois desaires consecutivos, curiosamente, ambos em Tunis, e os 12 títulos africanos que país ostenta, deixaram de criar receios às selecções continentais, que viam sempre os angolanos como os grandes papões, com uma selecção até então imbatível.

Foi-se, a época dourada, foi-se uma grande geração de jogadores, e com tudo isso, foi-se também a auto-estima, que é preciso resgatar, porque, pela frente surgem competições, como as fases de qualificação ao Campeonato do Mundo, agora, com novos moldes de disputa.De facto, os desafios do elenco que dirige o basquetebol nacional, não são poucos. A organização interna, da modalidade, afigura-se como um repto difícil. Só com organização, a preparação das selecções nacionais, particularmente a sénior masculina que tem compromissos às portas, pode evitar situações constrangedoras como as vividas na antecâmara do Afrobasket, e que acabaram por influenciar quase decisivamente no desempenho do conjunto.

O descalabro do país na competição, começou a desenhar-se ainda na fase de preparação, e isso, foi reconhecido pelo novo técnico campeão africano, o luso -guineense Mário Palma que já foi timoneiro da selecção nacional, com a qual conquistou títulos continentais.Na ressaca do campeonato africano, nunca é demais analisar os erros que concorreram para a participação menos digna do conjunto nacional, no Senegal e na Tunísia, pois só desta forma é que se projectam participações mais brilhantes no futuro, que complementem os pergaminhos que o basquetebol angolano granjeou, e tudo sem receios de ferir sensibilidades.

Com a capital angolana a servir de palco, de uma das fases de qualificação ao Mundial, espera-se que a Selecção Nacional tenha participação condigna. Os amantes da bola ao cesto, ainda estão, decerto, a remexerem nas \"feridas\" do Afrobasket, que o tempo vai cicatrizar.

Mais uma campanha promissora, em Luanda, que pode amenizar os ânimos, e cobrir as brechas que a má campanha criou, nos alicerces do basquetebol angolano.Ir ao Campeonato do Mundo é um sonho, que persegue os amantes da bola e os angolanos, e está ao alcance da Selecção Nacional, mesmo com as dificuldades que se tenha pela frente.A partir de Novembro, logo se vê.

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