Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Pensar o futuro

08 de Novembro, 2013
O Girabola e a Taça de Angola afiguram-se como as principais provas do calendário da FAF. Mas o órgão reitor do futebol nacional não se deve restringir a estas duas competições. Tem muito mais com que se preocupar, porque o futebol tem outras envolventes.

Quando termina o Girabola e é disputada a final da Taça de Angola a FAF acomoda-se. Tira férias. Os seus dirigentes cruzam os braços como se nada mais houvesse no seu calendário. Há um caminho a percorrer para que o futebol não perca a capacidade de nos emocionar e aglutinar, não permitindo que seja atirado para terrenos inaceitáveis.

Um assunto com que a FAF se deve preocupar com urgência tem a ver com o prolongado defeso entre o final e o início de cada temporada. A 11 de Novembro encerra a temporada com a disputa da final da Taça de Angola. A nova época só começa em Março do próximo ano. É um defeso de quatro meses em que as equipas têm de desembolsar quantias avultadas para os seus efectivos.

Esta direcção vai já no segundo mandato, embora o primeiro tenha sido curto. Os seus dirigentes, antes do pleito eleitoral que os guindou ao poder, prometeram alterações de fundo aos estatutos mas até hoje não se vê nada. Continua tudo como antes.

Quando se analisa a repercussão do prolongado defeso do Girabola, surgem em equação as implicações desportiva e financeira, tendo como denominador comum a gestão dos recursos humanos.

Por um lado, os jogadores são activos e não devem parar de render, por outro, são seres humanos que não passam sem descanso. A paragem prolongada entre o fim de uma temporada e o começo de outra envolve prejuízos económicos. Não é benéfica para os clubes.

A nível psicológico e social as férias de quatro meses são vantajosas, porque permitem que os jogadores passem mais tempo junto da família. Já a nível fisiológico e técnico-táctico são danosas, porque os jogadores perdem a forma, não cumprem com rigor os regimes e programas de treino.

Outro aspecto que deve preocupar a FAF prende-se com os campeonatos nacionais de juvenis e juniores. Não se compreende que estes campeonatos sejam colocados em segundo plano. As equipas são atiradas para uma província e lá realizam os ditos campeonatos em regime fechado.

A FAF tem de ter uma maior visão do nosso futebol. Tem de encarar o futuro com outro dinamismo, para que o nosso futebol possa ganhar uma maior projecção internacional.

Últimas Opinies

  • 18 de Março, 2019

    Cartas dos Leitores

    Temos de nos preparar bem para o jogo que será decisivo e estou convicto que iremos fazer este trabalho em conjunto, não temos muito tempo, agurada-nos um trabalho sério contra uma selecção que perdeu todas as partidas.

    Ler mais »

  • 18 de Março, 2019

    L se foi o sonho...

    O Petro de Luanda, até ontem o único sobrevivente angolano nas Afrotaças, não conseguiu evitar a derrota frente ao Gor Mahia FC do Quénia, em Nairobi, num jogo em que estava “condenado” a não desperdiçar, na totalidade, os pontos em discussão.

    Ler mais »

  • 18 de Março, 2019

    Os estreantes e o ritual de integrao

    Igor Vetokele regressa aos Palancas Negras, depois de muito tempo.

    Ler mais »

  • 16 de Março, 2019

    Cartas dos Leitores

    Eu já vi três vezes o jogo, muito sinceramente deu para ver alguma coisa na atitude e reacção de certos jogadores.

    Ler mais »

  • 16 de Março, 2019

    Operao Botswana

    A Selecção Nacional de futebol em honras concentra-se amanhã, a noite, tendo em vista a derradeira jornada do Grupo I da campanha para o Campeonato Africanos das Nações deste ano, a decorrer entre 21 de Junho e 19 de Julho no Egipto.

    Ler mais »

Ver todas »