Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Prolas em aco

05 de Dezembro, 2015
A selecção sénior feminina de andebol estreia hoje no Campeonato do mundo da modalidade, que se disputa na Dinamarca. As comandadas de João Florêncio iniciam o torneio com a selecção da Suécia, estando o jogo marcado para às 22h00 tempo de Angola.

Trata-se de um jogo, que não sendo difícil também não pode ser tomado como fácil. Afinal campeonato do mundo não foge disto mesmo, sendo uma passarela das melhores do planeta, cuja qualificação espelha por si só a sua maturidade competitiva. Por tudo isso, todas cautelas serão necessárias.

O combinado nacional, depois do estágio efectuado e sobretudo depois dos jogos de controlo realizado no Reino de Espanha, pensamos ter reunido o arcaboiço suficiente para fazer face às obrigações do torneio e lutar para lograr a posição classificativa definida pela direcção da federação.

Portanto, não pode haver facilidades ao adversário, sob pena de comprometer o início da prova. E mais do que isso, sabe-se que uma vitória a começar, levanta sempre o astral do grupo, capaz de encarar as partidas a seguir com maior determinação e espírito de conquista.

O que se exige é que haja uma forte capacidade de aplicação daquilo que foi ensaiado durante a fase de preparação. É sabido que na prova estão selecções com forte potencial competitivo, aquelas que se colocam na linha de frente entre os principais candidatos. Mas ainda assim, há que ter em conta que Angola não lá está em passeio turístico.

Quanto à comunicação na equipa, pensamos não haver preocupação. Pois o grupo se conhece perfeitamente, embora seja sempre importante rever os esquemas ou introduzir algumas inovações no modelo de jogo. Estamos certos que ele (o grupo) esbanja muita confiança, e vai, em face disso, buscar argumentos suficientes para fazer no jogo de hoje um resultado que não comprometa as suas aspirações.

Depois da recuperação de algumas atletas, o que constituía alguma dor de cabeça à equipa técnica, acreditamos que as nossas pérolas estão a altura de vincar a sua classe e mostrarem a classe e arte do andebol nacional. Certos que pela sua frente passarão algumas equipas pesadas, mas o importante será sempre procurar evitar derrotas por margens comprometedoras. Porque perder com equipas de primeira linha pode ser entendido como um mal menor desde que não à goleada.

Mas, façamos uma corrente positiva em torno da selecção nacional, para que ela consiga resultados que lhe permitam sair da prova de cabeça erguida. Aliás, o esforço conjugado pela direcção da federação, particularmente na pessoa do seu presidente para que o país não falhasse a participação, deve ser compensado com uma boa prestação.

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