Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Perspectivas animadoras

11 de Agosto, 2016
Um trabalho de formação de jogadores bem cuidado é sempre um passo em frente para o sucesso de um atleta no futuro, dado que é nessa altura em que ele interioriza o ABC do desporto que abraça.

Muitas das grandes estrelas do mundo em diversas modalidades passam por escolas ou academias. Como diamantes brutos, são depois lapidados, e o resultado do produto final é o talento que emanam nos recintos desportivos, o perfume de uma qualidade desportiva em grande escala.

Diz na gíria que é de pequeno que se torce o pepino. No trabalho de formação, é a partir do trabalho de trabalho de base que se corrigem defeitos nos formandos, é no escalão mais baixo onde os futuros craques recebem noções elementares que os guias depois por toda vida desportiva.

A Selecção Nacional de sub-17 de futebol está num trabalho de formação, em que a participação em provas internacionais joga um papel preponderante para o seu endurance competitivo. O trabalho nos escalões de formação é árduo e exige um aturado trabalho de paciência dos treinadores e responsáveis técnicos.

Os jogos de cariz internacional ajudam os jovens jogadores a lidar com a pressão dentro e fora do seu ambiente, e em situações adversas, como muitas vezes nas eliminatórias disputadas em dois, como aconteceu agora, nas Ilhas Maurícias.

Angola está na corrida para conseguir um lugar na fase final do próximo CAN da categoria, cuja final tem lugar em 2017 no Madagáscar, e disputa a qualificação para a última eliminatória em dois jogos. O primeiro terminou com a vitórias dos jovens Palancas, um resultados que abre boas perspectivas para o jogo derradeiro, em terras angolanas.

É certo que nada ainda está decidido, mas Angola deve tirar partido da vantagem que leve sobre o adversário, e pelo que facto do jogo decisivo ser jogado diante do seu público.

As lições de outras selecções, como a de sub-20, indicam que nem sempre jogar em casa é determinante para o desfecho de uma eliminatória. Mas os nossos jogadores devem partir para o segundo jogo sabendo que a eles cabe decidir o ritmo de jogo, e que na sua própria casa devem ditar as regras.

Os sub-17 estão em vias de chegar à eliminatória derradeira para então decidirem a sua qualificação ou não à prova que o Madagáscar alberga no próximo ano. Em vantagem na eliminatória e com possibilidades de usufruírem do facto casa, têm tudo para não morrer na praia e seguir em frente.

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