Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Perto do fim

07 de Fevereiro, 2015
Para trás, fica certamente o registo positivo de ter recebido a maior cimeira futebolística africana, como socorrista numa situação muito conturbada.

O país de Obiang Nguema sai sempre a ganhar em termos de imagem. Os que embalados pela euforia da prova foram parar a Malabo, Bata, Mongomo e Ebebiying, puderam constatar com os próprios olhos o nível de crescimento em vários domínios que conhece aquele pequeno mas portentoso país da costa atlântica.

O balanço dos níveis que atingiu a organização do certame vem depois. Mesmo assim, o governo equato-guineense já se pode dar por feliz e vitorioso por ter conseguido nas circunstâncias em que assumiu o desafio, organizar o torneio sem muitos constrangimentos. É lógico que pequenos problemas de foro organizativo marcaram presença, mas compreensíveis e perdoáveis em razão do pouco tempo de que dispôs para arrumar a casa.

Em termos competitivos, as coisas não correram de certeza como se esperava pela esmagadora maioria dos guineenses. Ainda assim, estamos em condições de afirmar que ficou o sinal claro de que na Guiné Equatorial há também terreno fértil para o futebol crescer. Isso mesmo foi demonstrado pela Nzalang, que tida como uma espécie de “animadora” da festa, conseguiu franquear as portas das meias-finais, digam o que disserem.

Também é nossa convicção que se não tem a desdita de cruzar o caminho de um colosso como o Ghana nas meias-finais, que tem sido um verdadeiro furacão, talvez pudesse surpreender a África futebolística. Seja como for, não deixa de ser catalogada como positiva a prestação, sobretudo se tiver em conta que foi a segunda vez que participava num Campeonato Africano.

Já dissemos que o balanço da organização vem a seguir. Mas tudo indica que na hora de arrumar a casa, os guineenses vão chegar à conclusão que valeu a pena o desafio. Afinal, há sempre ganhos, mesmo que os frutos da safra não sejam imediatos. Esses vêm sempre a seu tempo!

Amanhã, vai ser a vez de Bata acompanhar o ponto mais alto da prova, com a consagração do novo campeão africano, a sair entre Ghana e Costa do Marfim, num arrebatamento do troféu, que aos ghanenses foge há 33 anos e aos marfinenses há 23anos. Está-se perante a oportunidade de uma, mas só uma delas, quebrar o longo jejum. Vai-se lá saber depois qual delas!

É o aproximar do fim da festa do futebol africano, que elevou a temperatura nas últimas semanas, fez o continente vibrar ao ritmo de jogadas magistrais e golos fabulosos, que sacudiram as redes. Estamos certos que do Atlântico ao Índico, da cidade do Cabo a Argel, todos gostaram do CAN, incluindo aqueles que como nós, não tiveram o seu emblema nele representado.

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