Jornal dos Desportos

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Opinio

Petro viaja optimista

20 de Março, 2014
O Petro de Luanda, único representante angolano nas provas continentais de clubes sob a égide da CAF, já respira os ares do Egipto, onde no fim-de-semana defronta o Ismaily, para a primeira-mão da penúltima eliminatória de acesso à fase de grupos da Taça da Confederação.A equipa do eixo-viário embarcou ontem e entre os integrantes da comitiva o optimismo é a palavra-de-ordem. Todos acreditam existirem condições para a equipa regressar com um resultado que lhe permita continuar em prova, como aconteceu nas eliminatórias anteriores.

A história do representante angolano repetiu-se nas duas eliminatórias já realizadas. Nas preliminares, perdeu na primeira-mão, diante do African Stars da Namíbia, por 0-2, mas nos derradeiros noventa minutos conseguiu a reviravolta, vencendo no 11 de Novembro por 3-0.Nos dezasseis avos de final perdeu igualmente por 0-2 com o Ebusua do Gana, fora de casa, nos primeiros noventa minutos, mas na segunda mão arrasou o seu adversário, que regressou à procedência com uma pesada derrota nas costas por quatro a zero.

O que se espera agora diante do representante do Egipto? Esta é a questão que se coloca, quando se sabe que a história difere de jogo para jogo. Na eliminatória anterior, o Ismaily deixou pelo caminho o FC MK da República Democrática do Congo. Não venceu nenhum dos jogos mas também não perdeu. Empatou a zero bolas em casa do adversário; resultado idêntico na segunda-mão. O desfecho da eliminatória foi decidido após a marcação de penáltis.
Nesta fase da competição, a duas eliminatórias para se atingir a fase de grupos, há um desejo partilhado pelas duas equipas, não pode haver erros. O mínimo descuido pode ser fatal.Depois do afastamento prematuro dos outros três representantes nacionais, Kabuscorp, 1.º de Agosto e Desportivo da Huíla, as atenções dos amantes do futebol estão concentradas no Petro. O apoio de todos é importante para cativar a equipa para um resultado que lhe permita sonhar com a penúltima eliminatória.

Contudo, sabendo-se de antemão que são os jogadores a entrar em campo, estes vão ter de fazer a sua parte. Vão ter de jogar o suficiente para contrariar o poderio caseiro da equipa adversária. É importante que os jogadores esqueçam a competição interna e se concentrem apenas na prova africana.Temos noção de que a tarefa do conjunto petrolífero é delicada. Jogar no Egipto nunca foi fácil e não o vai ser agora. Alexandre Grasseli tem de utilizar uma estratégia que permita encarar de frente o Ismaily, que, a jogar em casa, tudo vai fazer para alcançar um resultado que lhe permita encarar a segunda volta com menos pressão. Há que evitar isso.

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