Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

poca fabulosa

29 de Maio, 2017
Embora não fosse uma certeza, era quase previsível que o título desta época do Campeonato Nacional de basquetebol em seniores masculino, BIC Basket, não escaparia ao Recreativo do Libolo. A forma como a equipa iniciou a temporada e a sua caminhada ao longo da prova, denunciavam que com um ou outro tropeço, ia erguer o tão cobiçado troféu.

E o desempenho irrepreensível da equipa do Cuanza Sul não proporcionou apenas a conquista de mais um título, ou seja, o seu terceiro na história do clube. Na época recém -terminada, os libolenses foram fabulosos: conseguiram quatro títulos em cinco possíveis, 51 jogos disputados, 48 vitórias e apenas três derrotas. Os números falam por si.

Depois de há dois anos, em 2015, ter perdido o título para o Petro de Luanda, os novos campeões nacionais reergueram-se para a desforra em 2017. Contra o mesmo adversário, e ao contrário do que sucedeu naquela época, os de Calulo desta vez não deram qualquer hipótese aos petrolíferos de sonhar. Arrasaram com um saldo de 4-0, numa disputa a melhor de sete partidas.

O desempenho nas fases anteriores aos palyoff foi um claro aviso, de que o título dificilmente escapava este ano, ao Recreativo do Libolo. Talvez, o que os adeptos da modalidade não esperavam, era ver o Petro de Luanda vergar tão facilmente, sem forçar os sete jogos. De resto, era pouco crível não apontar a equipa comandada pelo espanhol Hugo Lopez, como a mais séria candidata ao troféu, numa peleja com pouco mais de quatro verdadeiros concorrentes.

Ninguém, tenha a ousadia de contestar a conquista, ainda que nalguns jogos não só dos play -off, mas nas fases anteriores, os árbitros dessem uma ajudazinha ao novo campeão, situação quase beneficiada por todas as equipas que estiveram envolvidas na 39ª edição do Campeonato Nacional.

A direcção do grémio do Libolo, superiormente liderada por Rui Campos, vê compensado todo esforço e investimento feitos para dotar a equipa de um treinador a altura, assim como de atletas que garantissem no final o retorno da aposta, ainda que em forma de prestígio, já que financeiramente o que o patrocinador oferece está longe de compensar qualquer investimento.

Desta forma, o Recreativo do Libolo regressa à conquista do BIC Basket dois anos depois, está apurado para representar o país na Taça dos Clubes Campeões, onde vai deixar uma vez mais a sua marca, e afirmar-se como uma potência do basquetebol continental.

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