Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Podemos fazer mais

16 de Maio, 2015
Não pode haver dúvidas, que o nosso desporto dispõe de potencial humano para elevar o índice de desenvolvimento, a nível de diferentes modalidades em África. De resto, fica cada vez mais claro, que precisamos de apenas de mais organização e vontade de fazer as coisas, para olharmos para nós com algum sentimento de orgulho.

A classificação obtida por Angola, no recém -terminado Campeonato Zonal de Natação, em que se fixou em segundo lugar num universo de 11 países participantes, deixa-nos a todos na expectativa, de que afinal, não estamos tão mal como se insinua a nível desta disciplina aquática, em que já tivemos períodos de glória.

Na verdade, a natação é a modalidade em que Angola sempre esteve na mó de cima, embora o ciclo vitorioso se tenha quebrado, com fim da geração de Nádia Cruz e Elsa Freire, que marcaram de forma brilhante a passagem pela modalidade, como atletas. Mas ainda assim, nos últimos tempos, esforços têm sido conjugados no sentido devolver à modalidade a visibilidade competitiva.

Cá entre nós, quando a conversa se baseia no desporto nacional: futebol, basquetebol e ou andebol surgem em primeira instância, a limitar espaço para as outras disciplinas menos populares. É esse aspecto que desvia a atenção das pessoas, daquilo que se faz, em termos de trabalho, a nível de outras modalidades. Na natação, pelo menos, ficou evidenciado que está a ser desenvolvido um trabalho sério de revitalização.

Em Angola, desde a independência nacional, que a natação conheceu diferentes gerações de praticantes, que marcaram positivamente o mercado competitivo. É que como em tudo, depois surge sempre a fase de ruptura, que ocorre por várias e redobradas razões. A natação não escapou a isso. Com a eleição de Mário Fernandes, para a direcção da Federação Angolana de Natação, novos ventos começaram a soprar.

Os resultados de Zonal de Luanda, foram a prova inequívoca de que a modalidade ainda continua com vigor para manter-se no topo. Tendo sido um campeonato bastante representativo, dá-nos a todos motivo para acreditar num futuro airoso. Nos próximos campeonatos, sejam zonais ou continentais já vamos sonhar um pouco mais alto, porque desenvolve-se um trabalho em que permite acreditar.

Agora, o que é importante, independentemente dos campeonatos provinciais e nacionais, que felizmente se disputam com regularidade, se aposte também na realização de torneios periódicos. Pois são esses, que juntam os melhores e permitem aos nossos aferir o traquejo competitivo. É evidente, que a organização de certames envolvem custos, mas às vezes, é preciso gastar para se atingir os fins.

Receber o Campeonato Zonal já foi positivo. Foi uma clara demonstração de que Angola é uma praça da modalidade. E os resultados mostraram isso. A Federação Angolana de Natação pode fazer recurso a patrocínios para a realização de torneios anuais, que não só tragam ao país referências internacionais da modalidade, como também podem incentivar os mais jovens à prática da modalidade.

Vale à pena apostar, porque ficou claro que com essa estratégia podem nascer outras Nádias Cruz, Elsas Freire mais aquelas outras e aqueles outros cujos nomes não estão ao alcance dos que esta Angola consagrou, e que pela África e pelo mundo souberam espelhar o perfume da classe, elevar bem alto o nome de Angola.

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