Jornal dos Desportos

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Opinio

Polmicas no desporto

22 de Setembro, 2016
Os últimos dias foram férteis em polémicas que envolveram instituições e dirigentes desportivos, cujo desfecho, promete correr muita tinta debaixo da ponte.

A polémica começou quando os ginastas angolanos que competiram no Campeonato Africano que decorreu na Namíbia, terão ficado sem as medalhas conquistadas, por uma dívida da Federação Angolana da modalidade, para com os organismos internacionais.

A posição tomada pelo Ministério da Juventude e Desportos em relação à questão, na pessoa do director Nacional para a Política Desportiva, António Gomes, apontava para irregularidades do órgão Federativo e dos seus dirigentes, posição refutada por estes.

Auxílio Jacob, presidente da Federação, acusa o responsável do Minjud de falsear a verdade e promete levá-lo à barra do tribunal, caso não haja uma retractação pública da parte de António Gomes.

Depois, foi a vez do judo nacional entrar em polémica, com as acusações iniciais da judoca Antónia de Fátima, que de entre outras, acusou o órgão federativo de ter levado para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro pessoas estranhas à modalidade, inclusive, a treinadora que devia orientá-la no palco dos jogos.

Em resposta, o presidente do órgão reitor do judo no país, para além de refutar as acusações da judoca mais credenciada do país, entende que todas as responsabilidades devem ser atribuídas ao Comité Olímpico Angolano, que efectuou a inscrição dos atletas e treinadores. Situações pouco abonatórias para as nossas instituições desportivas, que por serem idóneas, merecem todo o crédito. A ginástica e o judo estão no centro das atenções, pelos piores motivos, certamente que isso é nada abonatório para os seus dirigentes.

No caso do judo, o próprio presidente federativo expôs-se ao revelar irregularidades de sua parte ao assumir os treinos da judoca Faya com uma credencial alheia, na ausência de uma treinadora quando estava nos jogos somente como chefe da missão da caravana de judo, que marcou presença nos Jogos Olímpicos.

Para bem das modalidades, das respectivas Federações e do próprio dirigismo desportivo, é imperioso que todas essas questões sejam clarificadas. O desporto não pode viver de acusações gratuitas, sejam lá de quem for, porque as polémicas infundadas sem contribuir para o seu desenvolvimento, têm outros contornos, como a desmotivação de atletas, o retraimento de eventuais patrocinadores, numa altura em que precisa-se muito de parcerias com privados, dado o actual momento económico difícil que o país vive, com a falta de recursos financeiros.

Os dirigentes passam, mas as instituições ficam, daí que o bom nome deve sempre ser salvaguardado com transparência na gestão desportiva, por parte dos seus responsáveis.

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