Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Pr -poca futebolstica

23 de Novembro, 2017
Homologado o campeonato nacional de futebol da primeira divisão, e encontradas as três equipas promovidas este ano ao escalão superior, está completo o quadro dos 16 concorrentes, que no próximo ano vão dar corpo à maior prova futebolística nacional. Ao menos, e pelo que é do nosso domínio, não existem casos pendentes de secretaria.
Nesta ordem de ideias, entramos na fase da dança das cadeiras, em que os clubes procuram acertar os respectivos plantéis, com inovações aqui e acolá. É nesta fase, que técnicos e jogadores se movimentam de uns para outros clubes, e noutros casos, celebram-se renovações de contrato em função do interesse das partes.
Também, é neste período, em regra, que se planificam os estágios de pré-época, a objectivar como é óbvio, uma presença com metas na próxima edição. Em determinada época , estes estágios eram em boa parte realizados no estrangeiro, à excepção de alguns poucos clubes, que face às limitações financeiras, às vezes optavam por fazê-los cá no país.
Hoje, o quadro inverteu-se. Contam-se as equipas que saem para o estrangeiro, em preparação de pré-época. A edição passada, foi um claro exemplo disso. As equipas, quase todas, optaram por trabalhar cá no país, a província de Benguela foi a preferência da esmagadora maioria. Entendido como recurso último, porém, teve a sua vantagem.
Afinal, uma das coisas com que as equipas muitas vezes se debatem, é a falta de jogos, porque mesmo as que conseguem sair para outros países, nem sempre têm a possibilidade de arregimentar equipas de topo, com as quais efectuem os não menos importantes jogos - treinos, que ajudem as equipas técnicas aferir o nível de entrosamento dos planteis.
No o ano passado, quando a crise obrigou à \" reunião de Benguela\", as equipas tiveram oportunidade de realizar jogos entre si, que no fundo foi benéfico para todas. Não sabemos como vão as coisas no presente ano. Mas, é desde já um dado adquirido, que a condição financeira dos clubes não deu nenhum salto positivo.
Por enquanto, os relatos que nos chegam, relacionam -se com as contratações, dispensas e transferências. Talvez, nos próximos dias estejamos a par, do programa de preparação da pré-época das equipas. Todavia, sem muita saúde financeira, apelamos aos clubes que não têm condições para sair, o façam nos nossos domínios.
De resto, temos províncias atractivas, quer do ponto de vista de infra-estruturas, quer do ponto de vista de condições climáticas. Afinal, o momento hoje aconselha a adopção de políticas de parcimónia, sobretudo, face aos encargos financeiros que a época em projecção pode vir a exigir dos seus intervenientes.

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