Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Preparao e objectivos

28 de Maio, 2017
Mal foi feito a necessária prestação de contas da participação dos Palanquinhas, no último CAN, voltamos a ter outra competicao, uma verdadeira montra para os jogadores jovens. Lamentamos não ter havido uma preparaçåo à medida. Tal como foi com os Palanquinhas.

Participar por participar é uma estratégia que prejudica drasticamente a imagem do futebol nacional. O desempenho colectivo é susceptível de prejudicar o desempenho individual, logo é fechar a porta das oportunidades que esses torneios podem sempre proporcionar.

Da participação dos Sub-17 não se esperava muito, previmos assim, e assim aconteceu. No futebol, os milagres såo rarissimos ou inexistentes. Só o trabalho aturado e sistematizado pode resultar em frutos. Temos o exemplo não muito longínquo.As selecções jovens treinadas por Oliveira Gonçalves e Vesco conseguiram resultados porque tiveram nos pés muitos jogos, Taça Cosafa e Taça Fesa. E por conta disso conquistaram o CAN de Sub-20, em 2001, na Etiópia, a maior vitória do futebol nacional. Portanto, só o trabalho aturado resultou nisso.

emos o Torneio de Toulon, era necessário uma preparaçao condizente com os adversários, Inglaterra por exemplo (com o qual fazemos a estreia amanhã), e a dimensåo da própria competição. Infelizmente, não se fez o devido trabalho, não será por isso surpresa se consentirmos goleadas ou resultados parecidos. Tudo se prepara, o treinador é novo, a equipa não fez a preparaçåo expectável, em face disso o que é que a Federacao Angolana de Futebol espera? Chegar à fase seguinte ou apenas participar?

Para o léxico do futebol nacional, participar significa fazer o possível. Ou seja, pontapé na bola e fé em Deus. É pouco profissional esta atitude. Já o dissemos, a formação deve ser a palavra de ordem nos próximos tempos em Angola. Contrariar esta perspectiva é continuar a mutilar o futebol nacional. O país, o futebol em particular, perdeu uma grande oportunidade para investir muito seriamente na formação, que teria resultado em enormes ganhos, para os clubes e a Selecção Nacional, quando em 2006 Angola se qualificou pela primeira e até aqui única vez ao Campeonato do Mundo que foi disputado na Alemanha.

Com a falta de atenção às selecções jovens e que trabalham faltando coisas básicas no treino, não faz sentido que se queira ter jogadores capazes de enfrentar a alta competição e esperar que venham brilhar nos nossos campos e além fronteiras. É preciso que haja mais seriedade e um forte investimento nos escalões de formação, se na verdade almejamos algo de substancial para o nosso futebol num futuro a médio prazo.

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