Jornal dos Desportos

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Opinio

Preparao tranquila

11 de Agosto, 2017
Os Palancas Negras têm a viagem para o Madagáscar prevista para hoje, num dia em que o seleccionador nacional deve aproveitar as horas que ainda restam em solo pátrio para efectuar mais um sessão de treinamemto, porque todos os minutos são úteis para o conjunto dar seguimento à sua preparação, para o compromisso que tem no domingo diante do conjunto malgaxe, fora de casa.

Nada como uma preparação tranquila para encarar o compromisso com a máxima serenidade. Numa eliminatória decisiva como essa que os Palancas Negras têm pela frente, diante de um adversário que pelo seu percurso já mostrou que merece ser respeitado, a selecção tem de estar em sintonia em todos os aspectos.

Ao afastar a selecção de Moçambique desta corrida ao CHAN, o Madagáscar mostrou pelos resultados alcançados nos dois jogos que longe de ter sido obra do acaso, foi apenas reflexo da sua maturidade, factor que os Palancas Negras devem ter em conta no agregado dos dois jogos que vão disputar com os “escorpiões” malgaxes.

O histórico entre os dois seleccionados não beneficia a selecção angolana, que diante deste seu adversário de domingo já teve alguns amargos de boca, com resultados pouco conseguidos, à mistura.

Questão, pois, que certamente deve servir de reflexão,antes do encontro. Todas as cautelas serão poucas, porque é necessário que, fora de casa, a Selecção Nacional não deixe o adversário avolumar a sua dose de confiança para esta eliminatória derradeira, rumo à fase final da competição, no próximo ano, em território queniano.

O CHAN é o objectivo de Angola, e isso mesmo foi reiterado pelo dirigente máximo da Federação Angolana de Futebol, que aposta mais nessa competição em detrimento do CAN dos Camarões. Mas, tal só será possível se, no cômputo dos dois jogos contra o Madagáscar, Angola conseguir os resultados que lhe permitam chegar lá. Sabe-se que fora de casa, nessas situações, o importante é não sofrer golos, dado que podem ser decisivos no desfecho da eliminatória.

Tendo preparado de forma tranquila esse primeiro jogo em terreno alheio, os Palancas Negras devem hoje fazer uma viagem sem grandes sobressaltos, para aterrarem em casa do adversário sem soberba, mas confiantes num resultado que lhes possa abrir as portas para em Luanda selar a sua qualificação a mais uma fase final do CHAN que a concretizar-se acontecerá pela terceira vez.

Os primeiros noventa minutos da eliminatória podem definir o seu desfecho. Os Palancas Negras sabem das suas responsabilidades, porque querem no final de tudo cantar bem alto o “Angola Avante”.

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