Jornal dos Desportos

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Opinio

Preparao aos soluos

18 de Janeiro, 2020
Quando estamos a sensivelmente nove dias do arranque da edição deste ano do Campeonato Africano das Nações (CAN) de futebol salão, a decorrer nas cidades marroquinas de Casablanca e Maâyoune, persiste o “mar de dificuldades” no seio do órgão reitor da modalidade. O elenco federativo angolano, liderado por Noé Alexandre, vai acumulando dívidas atrás de dívidas para debelar uma e outra dificuldade.
O presidente da Federação Angolana de Futebol Salão (Fafusa) revelou esta semana que pela não recepção atempada dos valores que deveriam ser cabimentados nesta fase de preparação da equipa nacional, esta situação pode estorvar o estágio do conjunto.
O Jornal dos Desportos apurou, para o efeito, que dos 18 milhões de kwanzas necessários para etapa da campanha que a Selecção Nacional fez para a fase de qualificação ao CAN, apenas 8 milhões foram cedidos à federação.
E no meio deste cenário de dificuldades com que o elenco federativo se vem confrontando, que pode, inclusivamente, inviabilizar o estágio nas províncias de Benguela, Huíla e Namibe, o recurso encontrado têm sido os empréstimos.
Noé Alexandre, o líder de Federação, manifestou-se de forma irónica, que só falta hipotecar a sua viatura pessoal para arregimentar mais algum empréstimo para salvar os planos da Selecção Nacional relativamente a prova que acontece de 28 do mês em curso a 7 de Fevereiro do corrente ano. É, enfim, uma situação que em nada abona o nome do nosso desporto e particularmente do futebol salão angolano.
E, havendo por conseguinte, «timings» a cumprir no que se refere aos compromissos para esta cimeira do futsal que o Marrocos vai acolher a partir deste mês, pairam no ar inquietações, sobretudo pelos testes médicos que, à princípio, deveriam ser entregues até o dia de hoje, sábado, à Confederação Africana de Futebol (CAF). Não sendo um facto isolado, o incumprimento desta obrigação pode implicar até ao pagamento de uma multa de 10 mil dólares. E aqui abre-se uma grande contrariedade.
Pois, se por um lado a Fafusa já se vê confrontada com problemas financeiros para dar sequência aos planos de trabalho da Selecção Nacional, por outro arriscar-se a pagar uma multa, algo que seria como uma faca de dois gumes para a “Operação-Marrocos”.
Por isso, convenhamos, que nessa altura se pudesse encontrar uma alternativa para impedir que males maiores aconteçam ao conjunto nacional na antecâmara da sua preparação para o certame que vai acontecer nas cidades de Casablanca e Maâyoune. E que nestes dias que antecedem a realização do CAN, que não surjam outros contratempos que possam beliscar a preparação da equipa às ordens Nelson Catito.
Angola, que nesta edição do CAN vai competir no Grupo B, ao lado das similares de Moçambique, Egipto e Guiné-Conacri, inscreve pela terceira vez o seu nome na alta-roda do futsal continental, depois das presenças em 2008, na Líbia, e 2016, na África do Sul. No histórico de campanhas angolanas em grandes eventos de futebol salão, consta ainda a estreia no Campeonato do Mundo de 1997, que teve como palco o México.

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